O caso do zelador incendiário em Salvador, que gerou comoção na cidade, tomou um novo rumo após o suspeito receber alta hospitalar. O homem, acusado de ter ateado fogo em um prédio residencial e agredido fisicamente uma moradora, segue sob investigação da polícia.
Incêndio e agressão chocam comunidade
No dia do ocorrido, o zelador incendiário teria iniciado o fogo em uma das áreas comuns do prédio, causando danos significativos. Além disso, ele supostamente teria agredido uma moradora que tentou intervir. Testemunhas relataram que o clima de tensão já vinha crescendo nos dias anteriores.
As autoridades foram acionadas imediatamente. Bombeiros controlaram o incêndio, enquanto a Polícia Militar isolou o local. A vítima foi socorrida com lesões leves e encaminhada a um hospital próximo.
Suspeito passa por tratamento e é liberado
O zelador incendiário também foi levado ao hospital, mas com ferimentos considerados menos graves. Após passar por exames e receber os primeiros cuidados médicos, ele foi liberado e encaminhado para a delegacia.
No entanto, devido à gravidade dos fatos, o Ministério Público já se manifestou e indicou que o caso será tratado com rigor máximo. Além disso, a defesa do acusado já iniciou os procedimentos legais para responder às acusações.
O que diz a legislação sobre crimes dessa natureza
De acordo com o Código Penal Brasileiro, incendiar edifício alheio é crime previsto no artigo 251, com pena que varia de 3 a 10 anos de reclusão. Caso haja lesão corporal ou risco à vida, a pena aumenta consideravelmente.
- Crime de incêndio: Art. 251 do CPB.
- Lesão corporal: Art. 129 do CPB.
- Crime continuado: quando há múltiplas condutas criminosas.
Portanto, o zelador incendiário pode responder por mais de uma acusação simultaneamente, o que pode resultar em uma pena ainda mais severa.
Repercussão e medidas de segurança
Após o ocorrido, a administração do prédio anunciou reforço na segurança e revisão nos contratos de terceirização. Moradores também afirmaram que pretendem processar judicialmente a empresa responsável pela gestão do zelador envolvido.
Em conclusão, o caso do zelador incendiário em Salvador revela falhas na gestão de condomínios e a necessidade de maior fiscalização sobre profissionais com acesso a áreas comuns. A população aguarda os próximos passos da Justiça com atenção.