Ciberataques nas Olimpíadas de Inverno: Quais são os riscos e como se proteger

Descubra os principais riscos de ciberataques nas Olimpíadas de Inverno e como se proteger contra ameaças digitais.

As Olimpíadas de Inverno de Milano Cortina, programadas para fevereiro de 2026, estão sob a mira de ciberataques cada vez mais sofisticados. De acordo com a equipe de pesquisa Unit 42, da Palo Alto Networks, os riscos virtuais que rondam o evento são diversos e preocupantes. Além disso, a concentração de sistemas, dados e pessoas em um único local torna o evento um alvo atraente para criminosos digitais.

Principais ameaças cibernéticas nas Olimpíadas

Os ciberataques podem assumir várias formas durante as Olimpíadas. Entre as principais ameaças estão:



  • Ataques à infraestrutura digital e Wi-Fi, semelhantes aos ocorridos em PyeongChang em 2018;
  • DDoS (Ataques de Negação de Serviço) e ransomware, como os registrados nas Olimpíadas de Paris em 2024;
  • Espionagem cibernética estatal, que visa coletar informações estratégicas de diplomatas e figuras públicas.

Além disso, a interconexão de sistemas críticos, como energia, água, trânsito e pontos de venda, oferece oportunidades para invasões e extorsões. Grupos hacktivistas também podem aproveitar a visibilidade do evento para chamar atenção para suas causas, realizando vazamentos de dados ou ataques de DDoS.

Quem são os principais atacantes?

Segundo Kristopher Russo, pesquisador de segurança da Unit 42, os ciberataques em grandes eventos geralmente são orquestrados por três tipos de grupos:

  1. Atores com motivação financeira, que buscam lucro através de resgates ou fraudes;
  2. Grupos de espionagem estatal, como APT28 (Rússia), Mustang Panda (China) e Kimsuky (Coreia do Norte);
  3. Hacktivistas, que utilizam o evento para promover suas causas políticas ou sociais.

Portanto, a combinação de phishing, engenharia social e tecnologias como IA e deepfakes torna os ciberataques ainda mais perigosos. Essas técnicas já foram observadas em eventos anteriores e devem se intensificar em 2026.



Como se proteger dos ciberataques?

Para mitigar os riscos, as organizações envolvidas nas Olimpíadas devem adotar medidas robustas de cibersegurança, como:

  • Monitoramento contínuo de redes e sistemas;
  • Treinamento de equipes para identificar tentativas de phishing e engenharia social;
  • Implementação de firewalls e sistemas de detecção de intrusões;
  • Planos de resposta a incidentes para minimizar danos em caso de ataque.

Em conclusão, as Olimpíadas de Inverno de Milano Cortina enfrentam um cenário complexo de ciberataques. No entanto, com estratégias adequadas, é possível reduzir os riscos e garantir a segurança do evento.