IA para montar treinos de academia: é seguro? Entenda os riscos e benefícios

Descubra se é seguro usar IA para montar treinos de academia e entenda os riscos e benefícios dessa prática.

A inteligência artificial (IA) revolucionou diversos setores, e o mundo fitness não ficou de fora. Muitas pessoas têm recorrido a IA para montar treinos de academia, buscando praticidade e personalização. No entanto, essa abordagem exige cautela, especialmente quando se trata de saúde e bem-estar.

Os riscos de confiar apenas na IA para treinos

À primeira vista, usar uma IA para montar treinos de academia parece uma solução rápida e acessível. Basta inserir dados como objetivos, características físicas e limitações médicas para receber um plano de exercícios. Contudo, educadores físicos alertam para os perigos dessa prática.



Cacá Ferreira, gerente técnico da Cia Athletica, destaca um risco fundamental: “Acreditar que um treino gerado por IA é 100% personalizado pode levar as pessoas a ignorar os sinais do corpo”. Cada indivíduo responde de forma única aos exercícios, e a IA não consegue capturar nuances como alterações no sono, estresse ou alimentação.

Progressões lineares e o aumento de lesões

Um dos principais problemas é que a IA para montar treinos de academia geralmente segue progressões lineares, sem considerar variações humanas. Leandro Twin, embaixador da Bluefit, explica: “Quando a IA não adapta o treino à condição real do aluno, aumenta-se o risco de lesões por sobrecarga ou execução inadequada”.

Além disso, mesmo prompts detalhados não garantem segurança. Twin reforça que avaliações presenciais, testes de mobilidade e ajustes constantes são essenciais para um treino eficiente.



O que dizem as empresas por trás das IAs?

Ferramentas como ChatGPT e Claude já oferecem recursos voltados para saúde, como o ChatGPT Health. No entanto, até mesmo as empresas responsáveis orientam cautela. A OpenAI, por exemplo, afirma que a IA deve ser um recurso complementar, não um substituto para profissionais.

A empresa destaca: “Incentivamos o uso responsável da IA para organizar informações e formular perguntas, mas não como solução única para decisões de saúde”. Mecanismos de segurança existem, mas não eliminam a necessidade de supervisão humana.

Privacidade: um ponto crítico

Outra preocupação é o compartilhamento de dados pessoais com plataformas de IA. Pedro Sanches, advogado especializado em proteção de dados, recomenda verificar as políticas de privacidade das ferramentas. “É fundamental entender como suas informações serão tratadas”, alerta.

IA como aliada dos profissionais

Apesar dos riscos, a IA para montar treinos de academia pode ser uma ferramenta valiosa para educadores físicos. Ferreira explica: “Com dados precisos, a IA pode prever riscos e sugerir ajustes, mas o profissional deve transformar essas informações em prática segura”.

Twin complementa: “O profissional que não usa IA pode ficar para trás, mas ela deve ser uma ferramenta, não uma substituta”. A tecnologia otimiza processos, mas a decisão final sempre cabe ao especialista.

Conclusão

Usar IA para montar treinos de academia pode ser tentador, mas exige consciência dos limites. A tecnologia oferece praticidade, mas a segurança e eficácia dependem do acompanhamento profissional. Portanto, a IA deve ser vista como um apoio, nunca como uma solução isolada.