A IA no Steam tem sido um tema cada vez mais relevante no mercado de jogos, especialmente após a Valve anunciar mudanças significativas em suas diretrizes. A plataforma, que antes exigia transparência total sobre o uso de Inteligência Artificial, agora adota uma postura mais flexível. No entanto, essa alteração não isenta os desenvolvedores de responsabilidades, principalmente quando se trata de IA generativa.
O que mudou nas diretrizes da Valve sobre IA no Steam?
A Valve revisou suas políticas e, a partir de agora, não obriga mais os estúdios a divulgar o uso de IA para ganhos de eficiência. Essa mudança reflete uma adaptação às ferramentas modernas de desenvolvimento, que frequentemente integram tecnologias de Inteligência Artificial. “Estamos cientes de que muitos ambientes modernos de desenvolvimento de jogos possuem ferramentas impulsionadas por IA integradas a eles”, afirma a nova diretriz.
No entanto, a empresa deixa claro que o foco não está nos ganhos de produtividade, mas sim no conteúdo final entregue aos jogadores. Portanto, se um jogo utilizar IA no Steam para criar arte, som ou narrativa, essa informação ainda deve ser compartilhada. Caso contrário, os desenvolvedores podem enfrentar consequências, como reembolsos obrigatórios, como ocorreu com Call of Duty: Black Ops 7.
Casos polêmicos envolvendo IA generativa
O uso de IA no Steam já gerou diversas controvérsias. Um exemplo notório foi o caso de Clair Obscur: Expedition 33, que perdeu uma premiação de Jogo do Ano após omitir o uso de IA na criação de um asset. Além disso, a Activision enfrentou críticas por não informar aos jogadores que Call of Duty: Black Ops 7 utilizava IA generativa para criar ativos no estilo do Studio Ghibli.
Por outro lado, algumas empresas, como a Krafton e a Microsoft, têm defendido publicamente o uso de IA no desenvolvimento de jogos. A Microsoft, inclusive, é uma das maiores investidoras nesse setor. Essa divisão de opiniões reflete o debate atual sobre os limites éticos e criativos da tecnologia.
Opiniões divergentes no mercado
Enquanto a Valve busca um meio-termo, outras figuras do mercado têm posições mais radicais. Tim Sweeney, CEO da Epic Games, criticou a obrigatoriedade de divulgar o uso de IA no Steam. Em uma postagem no X, ele ironizou: “Por que parar no uso de IA? Poderíamos ter divulgações obrigatórias sobre qual marca de shampoo o desenvolvedor usa”. Essa declaração destaca a tensão entre transparência e inovação no setor.
Em conclusão, a Valve está tentando equilibrar a inovação tecnológica com a transparência, mas o debate sobre IA no Steam ainda está longe de terminar. Os desenvolvedores devem ficar atentos às novas regras para evitar problemas futuros.
