Uma pesquisa recente do Google, em parceria com a Ipsos, revelou uma mudança significativa no uso da IA para estudar no Brasil. Em 2025, 79% dos brasileiros utilizam chatbots de inteligência artificial como ferramentas de aprendizado e educação, superando o uso para entretenimento. Além disso, o Brasil apresenta um índice de adoção de IA quase 10% maior do que a média global.
Mudança no perfil de uso da IA
Em 2024, o uso lúdico da IA liderava como principal finalidade, com 83% dos comandos enviados para diversão. No entanto, em 2025, esse número caiu para 74%, enquanto o uso para aprender algo novo subiu para 79%. Essa transição reflete uma maior confiança na tecnologia como aliada no processo educacional.
De acordo com o estudo, 82% dos brasileiros que utilizaram chatbots para suporte escolar ou universitário acreditam ter se beneficiado da tecnologia. Além disso, outros usos práticos ganharam destaque, como:
- Auxílio em tarefas de trabalho (75%);
- Geração de mídia (72%);
- Gestão de tarefas cotidianas, como planejamento de refeições e organização de viagens (56%).
Brasil acima da média global no uso de IA
A pesquisa também mostrou que 71% dos brasileiros já utilizaram algum chatbot, um aumento de 25% em relação a 2023. Esse número coloca o Brasil quase 10 pontos percentuais acima da média global de 62%. Além disso, um levantamento da Cisco em 2024 indicou que o país ocupa a segunda posição no ranking global de uso de IA generativa, atrás apenas da Índia.
Os dados reforçam o alto nível de confiança dos brasileiros na tecnologia. Além da adoção de novidades digitais, como a geração de imagens e vídeos com IA, muitos usuários veem a tecnologia como uma espécie de conselheira. Segundo a pesquisa “Mais do Mesmo”, da consultoria Página 3, 63% dos entrevistados usam chatbots para ajudar na escrita de mensagens pessoais, e 49% preferem recorrer à IA em vez de humanos para tomar decisões.
Conclusão
Portanto, a IA para estudar não é apenas uma tendência, mas uma realidade consolidada no Brasil. A tecnologia está transformando a educação, o trabalho e até mesmo a vida cotidiana, demonstrando seu potencial como ferramenta de produtividade e aprendizado.
