Setor aéreo brasileiro: expansão de voos e impacto no turismo em 2025

O setor aéreo brasileiro expande voos em 2025, com novas rotas e descentralização dos hubs, impulsionando turismo e economia.

O setor aéreo brasileiro iniciou 2025 com um ritmo acelerado, marcando uma significativa expansão em sua malha aérea. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou a inclusão de 64 novos voos e 16 frequências adicionais, programadas para entrar em operação até setembro de 2025. Companhias como Gol, Latam e American Airlines lideram esse movimento, que promete transformar a conectividade no país.

Principais rotas em expansão

Entre os destaques dessa ampliação, a rota entre Doha (Qatar) e São Paulo ganha três voos semanais extras a partir de fevereiro. Além disso, destinos turísticos como Bariloche-São Paulo também receberão um aumento expressivo em suas frequências a partir de julho. Essas mudanças refletem não apenas a demanda crescente por viagens internacionais, mas também o potencial do setor aéreo brasileiro em atrair mais turistas.



O crescimento do setor não é surpreendente. Em 2025, o Brasil registrou um recorde histórico, recebendo 9,3 milhões de turistas estrangeiros. Além disso, o número total de passageiros transportados em voos domésticos e internacionais atingiu 129,6 milhões, consolidando o país como um dos principais mercados da aviação global.

Descentralização dos hubs aéreos

Tradicionalmente, o estado de São Paulo concentra mais de 50% das operações internacionais. No entanto, o novo planejamento do setor aéreo brasileiro indica uma tendência de descentralização. Cidades como Rio de Janeiro e Florianópolis estão se consolidando como importantes portas de entrada para o país.

Além disso, destinos como Curitiba, Fortaleza e Salvador devem receber novas frequências de capitais europeias e da América Central. Essa mudança estratégica facilita o fluxo de passageiros, reduzindo a dependência de conexões em Guarulhos e melhorando a experiência do viajante.



Impacto no turismo e na economia

A expansão do setor aéreo brasileiro não beneficia apenas os passageiros, mas também impulsiona o turismo e a economia local. Com mais voos diretos, cidades antes pouco exploradas ganham visibilidade, atraindo investimentos e gerando empregos. Além disso, a competição entre companhias aéreas tende a reduzir preços, tornando as viagens mais acessíveis.

Portanto, as mudanças em curso representam um marco para a aviação brasileira. Em conclusão, o país está se posicionando como um hub aéreo estratégico na América Latina, conectando destinos nacionais e internacionais com maior eficiência.