Cotas Raciais: SC Acaba com o Sistema em Universidades Estaduais e Governo Reage

Santa Catarina acaba com cotas raciais em universidades estaduais. Governo federal e OAB reagem à medida considerada retrocesso.

O estado de Santa Catarina deu um passo polêmico ao sancionar uma lei que extingue as cotas raciais em universidades estaduais. A medida, que entrou em vigor recentemente, gerou uma onda de reações, incluindo a manifestação do governo federal, que classificou a decisão como um “retrocesso”. Além disso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi acionada para analisar a constitucionalidade da lei.

O que diz a nova lei sobre cotas raciais?

A lei aprovada em Santa Catarina determina o fim do sistema de cotas raciais nas instituições de ensino superior estaduais. Em vez disso, o governo estadual argumenta que a seleção de estudantes deve ser baseada exclusivamente em critérios socioeconômicos. No entanto, críticos afirmam que essa mudança pode reduzir a representatividade de grupos historicamente marginalizados.



Reação do governo federal e da OAB

O governo federal não poupou críticas à decisão. Em um comunicado oficial, o Ministério da Educação destacou que a medida representa um “retrocesso” nas políticas de inclusão social. Além disso, a OAB foi acionada para avaliar se a lei viola princípios constitucionais, como a igualdade racial. Portanto, a batalha jurídica pode apenas estar começando.

Impactos da extinção das cotas raciais

A eliminação das cotas raciais pode ter consequências profundas. Por um lado, defensores da lei argumentam que o sistema atual não é justo, pois beneficia apenas um grupo específico. Por outro lado, estudiosos e ativistas alertam que, sem as cotas, a diversidade nas universidades pode diminuir drasticamente. Em conclusão, o debate sobre equidade e mérito continua acalorado.

Próximos passos

  • A OAB deve emitir um parecer sobre a constitucionalidade da lei.
  • O governo federal pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a medida.
  • Movimentos sociais já se organizam para pressionar pela revogação da lei.

Enquanto isso, estudantes e instituições aguardam os desdobramentos dessa decisão que pode redefinir o futuro das políticas de inclusão no Brasil.