Valdemar Costa Neto reafirma autonomia partidária no PL
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, fez questão de esclarecer que o processo de escolha de candidatos para as próximas eleições não se restringe a uma única liderança. Em entrevista concedida ao Metrópoles, ele enfatizou que todos os membros do partido têm o direito de indicar nomes, não apenas o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A declaração foi uma resposta direta às afirmações do vereador Carlos Bolsonaro, que havia dito que o pai estaria preparando uma lista própria de candidatos. Para Valdemar, essa postura não condiz com o espírito democrático e coletivo que deve nortear as decisões internas do PL.
Democracia interna como pilar do partido
Valdemar destacou que o PL sempre se pautou pelo diálogo e pela participação ativa de seus filiados. Segundo ele, a construção de uma chapa competitiva passa necessariamente pela soma de ideias e pela avaliação criteriosa de perfis que possam representar os ideais da sigla em diferentes esferas de poder.
Além disso, o dirigente reforçou que o partido não abrirá mão de sua autonomia, mesmo mantendo uma proximidade histórica com Bolsonaro. Para ele, o respeito às lideranças regionais e às bancadas estaduais é fundamental para garantir a coesão e a força eleitoral do PL em todo o país.
Expectativas para as eleições municipais
Com as eleições municipais se aproximando, o PL pretende lançar candidaturas competitivas em capitais e grandes cidades. Valdemar afirmou que o partido já está em fase de avaliação de nomes e que a lista final será construída coletivamente, respeitando a diversidade de perfis e a realidade local de cada região.
Ele também ressaltou que o PL busca ampliar sua base e consolidar-se como uma das principais forças políticas do cenário nacional, com projetos consistentes e lideranças comprometidas com o desenvolvimento do país.
Unidade e respeito são essenciais
Para Valdemar, o caminho para o sucesso eleitoral passa pela unidade e pelo respeito múto dentro do partido. Ele lembrou que o PL já enfrentou desafios no passado e que, em todas as ocasiões, a força coletiva foi determinante para superá-los.
Em conclusão, o presidente do PL deixou claro que, embora valorize a contribuição de todas as lideranças, o partido não se curvará a nenhuma tentativa de centralização do poder de decisão. A democracia interna e o respeito às instâncias partidárias seguirão como diretrizes inegociáveis.
