Rachadinha: MP reabre investigação contra Carlos Bolsonaro

MP reabre investigação contra Carlos Bolsonaro por suposta prática de rachadinha em 2024. Entenda o caso e as possíveis consequências.

A prática conhecida como rachadinha voltou a ser alvo de investigação no Ministério Público do Rio de Janeiro, que decidiu reabrir um processo contra o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL). A apuração, iniciada em 2024, busca esclarecer denúncias de que parte dos salários de servidores comissionados teria sido desviada para fins particulares.

Segundo documentos obtidos pela imprensa, a reabertura do caso ocorreu após novas evidências surgirem no decorrer das investigações. O Ministério Público avalia que os elementos coletados até o momento são suficientes para justificar a retomada das diligências, que haviam sido suspensas por falta de provas mais contundentes.



Entenda o que é a prática de rachadinha

A rachadinha é um esquema ilegal em que gestores públicos determinam que funcionários devolvam parte de seus vencimentos, geralmente em dinheiro, para o próprio contratante. Essa prática é considerada crime de peculato e pode resultar em pena de prisão.

Especialistas em direito administrativo afirmam que, além da pena criminal, o envolvimento em esquemas de rachadinha pode levar à perda do mandato e à inelegibilidade. Por isso, as investigações são acompanhadas de perto pela sociedade e pela imprensa.

Impactos políticos e jurídicos da investigação

A reabertura da investigação contra Carlos Bolsonaro tem potencial para gerar impactos significativos no cenário político do Rio de Janeiro e do país. Como filho do presidente da República, o ex-vereador sempre esteve sob forte escrutínio da opinião pública.



Além disso, a apuração reforça a necessidade de transparência e controle no uso de recursos públicos. O Ministério Público tem reiterado que não poupará esforços para investigar eventuais desvios, independentemente do cargo ou influência dos envolvidos.

Próximos passos da apuração

Agora, a expectativa é que novas testemunhas sejam ouvidas e que documentos complementares sejam analisados. O MP também pode solicitar quebra de sigilo bancário e fiscal para rastrear o fluxo de recursos que teriam sido desviados.

Enquanto isso, Carlos Bolsonaro nega as acusações e afirma que a reabertura da investigação é motivada por perseguição política. Seu advogado já anunciou que irá recorrer das medidas que considerar abusivas.

  • Investigação reaberta: MP do Rio decidiu retomar apuração sobre rachadinha em 2024.
  • Denúncias: Funcionários teriam sido obrigados a devolver parte do salário.
  • Penalidades: Caso seja comprovado, o crime pode resultar em prisão e perda de mandato.
  • Defesa: Carlos Bolsonaro nega irregularidades e fala em perseguição.