As cidades-santuário voltam a ser alvo de críticas do ex-presidente Donald Trump, que, em recente discurso no Capitólio, defendeu o fim da proteção a imigrantes indocumentados. Segundo Trump, as fronteiras estão seguras e a política de proteção adotada por algumas cidades americanas beneficia apenas “imigrantes ilegais e criminosos”.
Trump voltou a criticar duramente os democratas, acusando-os de permitir que imigrantes sem documentos vivam em segurança em determinadas localidades. Ele argumenta que essa prática dificulta a ação das autoridades federais de imigração e, consequentemente, compromete a segurança nacional.
O que são cidades-santuário?
As cidades-santuário são municípios que limitam a cooperação com as autoridades federais de imigração. Essas localidades, como Nova York, Los Angeles e San Francisco, adotam políticas que protegem imigrantes indocumentados de deportação, permitindo que eles tenham acesso a serviços básicos sem medo de serem detidos.
Posição de Trump e da ala republicana
Para Trump e seus aliados, as cidades-santuário representam um obstáculo ao cumprimento da lei. Eles defendem que a imigração ilegal deve ser combatida com rigor e que as autoridades locais devem colaborar integralmente com as ações federais de deportação.
Argumentos dos defensores das cidades-santuário
Por outro lado, defensores dessa política afirmam que as cidades-santuário ajudam a manter a coesão social e a confiança entre comunidades imigrantes e as autoridades locais. Além disso, argumentam que a criminalização dos imigrantes não resolve os problemas estruturais do sistema de imigração americano.
Enquanto o debate continua acalorado, o futuro das cidades-santuário permanece incerto, especialmente diante da possibilidade de uma nova candidatura de Trump à presidência em 2024.
