Apesar das resistências internas, o PT e o PSol confirmaram a realização de uma reunião nesta quarta-feira para discutir a possibilidade de formar uma federação partidária visando as eleições de 2026. O encontro reunirá os presidentes e membros das executivas de ambas as siglas, que avaliarão os termos de uma eventual aliança formal.
A federação partidária, prevista na legislação eleitoral brasileira, permite que partidos atuem como uma única legenda por um período mínimo de quatro anos, mantendo, no entanto, autonomia nas decisões internas. Essa modalidade de coligação tem ganhado força entre legendas de esquerda que buscam ampliar a governabilidade e a coerência programática.
Resistências internas e desafios
Apesar do avanço nas conversas, lideranças de ambos os partidos admitem que ainda existem resistências significativas. No PT, setores mais conservadores temem que a federação possa limitar a flexibilidade nas alianças regionais. Já no PSol, há preocupações sobre a manutenção da identidade política e da autonomia nas pautas mais à esquerda.
Especialistas em ciência política apontam que a federação pode ser uma alternativa estratégica para evitar a pulverização de votos e fortalecer a oposição ao bolsonarismo nas próximas eleições. No entanto, o sucesso dessa iniciativa dependerá da capacidade de conciliar interesses distintos e construir uma agenda comum.
Próximos passos e cenários possíveis
Após a reunião desta quarta, os partidos devem definir se avançam ou não com a federação. Caso a aliança se concretize, será necessário estabelecer critérios claros de governança interna e de distribuição de recursos do fundo partidário. Além disso, a federação pode impactar diretamente a formação de chapas proporcionais e proporcionais em 2026.
Observadores políticos destacam que, se bem-sucedida, a federação entre PT e PSol pode servir de modelo para outras alianças de esquerda no país, especialmente em um contexto de disputa acirrada pelo eleitorado progressista.
Enquanto as conversas seguem, a expectativa é que as lideranças partidárias apresentem um posicionamento oficial sobre o futuro da federação nos próximos dias. O resultado desse debate pode redefinir o mapa político-partidário brasileiro nos próximos anos.
