BMW Reconsidera Direção Autônoma e Prioriza Tecnologia de Assistência

BMW reconsidera direção autônoma e prioriza tecnologia de assistência em nova versão do Série 7, seguindo tendência de fabricantes alemães.

Enquanto diversas montadoras, como a Tesla, seguem investindo pesado em sistemas de direção autônoma, a BMW decidiu trilhar um caminho diferente. A marca alemã anunciou que vai retirar da nova versão do Série 7 o recurso de condução autônoma de Nível 3, conhecido como “Personal Pilot L3”. Esse sistema permitia que o motorista desviasse o olhar da estrada em condições específicas, como em rodovias a baixa velocidade, mas será substituído por tecnologias de assistência de Nível 2, mais simples e menos ambiciosas.

A decisão da BMW está ligada principalmente ao custo elevado e à baixa demanda por esse tipo de recurso. A empresa concluiu que os clientes não demonstraram interesse suficiente em pagar mais por uma tecnologia que só funciona em cenários muito limitados. Além disso, a complexidade regulatória e os desafios de homologação em diferentes países pesaram contra a continuidade do sistema.



Redesign com Foco em Modernidade

Apesar da retirada do sistema autônomo avançado, o Série 7 receberá um facelift com mudanças visuais inspiradas na linguagem Neue Klasse. A atualização promete linhas mais modernas e afiadas, reforçando o apelo estético do sedã de luxo. A grande transformação, no entanto, está na parte eletrônica, com a simplificação dos sistemas de condução.

BMW Não Está Sozinha

Esse movimento não é isolado ou exclusivo da BMW. Outra marca premium alemã, a Mercedes-Benz, já havia tomado decisão semelhante, recuando do Nível 3 de automação para sistemas de Nível 2 em seus carros. Isso mostra que, ao menos entre os fabricantes alemães, há uma tendência de reduzir a aposta em direção autônoma plena e focar em soluções de assistência mais práticas e acessíveis.

A decisão da BMW levanta questionamentos sobre o futuro da direção autônoma. Enquanto algumas marcas acreditam que o carro que “dirige sozinho” é inevitável, outras, como a BMW e a Mercedes, preferem adotar uma postura mais cautelosa. Isso pode indicar que, ao menos no curto prazo, a indústria ainda enfrentará barreiras significativas para tornar a autonomia total uma realidade viável e atrativa para o consumidor.