Resident Evil Requiem: A Obra-Prima que Revoluciona o Survival Horror

Resident Evil Requiem revoluciona o survival horror com Leon e Grace. Saiba por que este é o jogo mais ambicioso da franquia em 30 anos.

Após três décadas de história, Resident Evil Requiem chega como o capítulo mais ambicioso da franquia. O jogo não apenas celebra o aniversário de 30 anos da saga, mas também redefine o que esperamos do gênero survival horror. Combinando nostalgia e inovação, a Capcom entrega uma experiência que equilibra perfeitamente o passado e o futuro da série.

A Jornada de Leon e Grace: Uma História Conectada

Um dos maiores acertos de Resident Evil Requiem é a dinâmica entre seus protagonistas. De um lado, temos o retorno de Leon S. Kennedy, em busca da cura para um vírus que afeta todos que tiveram contato com Raccoon City. Do outro, Grace Ashcroft, uma novata que busca descobrir a verdade sobre suas origens. Essa dupla improvável é unida por Victor Gideon, um cientista obcecado em perpetuar o trabalho de Oswell E. Spencer.



A alternância entre os dois personagens cria uma experiência única. Enquanto Grace representa o survival horror clássico — com gerenciamento de recursos, sustos e stealth —, Leon traz ação e familiaridade para os fãs veteranos. Essa divisão de estilos funciona tão bem que se torna um dos pilares do jogo.

Grace: O Coração do Survival Horror

Controlar Grace é como voltar às raízes da franquia. Ela nunca teve contato com infectados, o que torna cada encontro uma experiência tensa e imprevisível. Os inimigos, agora com ecos de suas vidas passadas, adicionam camadas de complexidade. Alguns cantam, outros usam motosserras ou ataques sonoros que desequilibram completamente o jogador.

“A Capcom acertou em cheio em trazer uma novata e um veterano para agirem em conjunto, com as mecânicas de cada um que enriquecem ainda mais essa festa de aniversário dos 30 anos”, afirma Diego Corumba, do Canaltech.



Leon: Ação e Nostalgia

Por outro lado, Leon representa a evolução da franquia. Com mais recursos, um machado como aliado fiel e conexões com eventos passados, ele resolve problemas de forma mais direta. A alternância entre visões em 1ª e 3ª pessoa também é um acerto, permitindo que cada personagem tenha sua identidade visual preservada.

A Volta a Raccoon City: Respeito ao Material Original

Uma das maiores preocupações dos fãs era como Raccoon City seria retratada. Felizmente, Resident Evil Requiem trata o local com o respeito que merece. Os escombros da cidade ainda escondem mistérios e transportam o jogador para uma viagem nostálgica, especialmente na delegacia, que marcou o início da carreira de Leon.

Os confrontos em Raccoon City e outros locais são quase cinematográficos, colocando o jogador no centro da ação. A divisão de gameplay também se mostra crucial aqui: enquanto Grace tem uma “lentidão” própria por medo do desconhecido, Leon corre, pula e enfrenta inimigos de igual para igual.

Amadurecimento Técnico: O Motor RE Engine em Sua Melhor Forma

É notável o quanto a Capcom investiu em suas ferramentas. O RE Engine, usado desde Resident Evil 7, mostra aqui seu ápice. Durante toda a jogatina, não presenciei glitches, bugs ou crashes. A experiência no PlayStation 5 fluiu perfeitamente, do início ao fim.

O sistema de crafting também merece destaque, permitindo criar itens e recursos em momentos de aperto. Essa mecânica, que poderia ser ignorada, se torna crucial em várias situações e adiciona profundidade à experiência.

Pequenos Defeitos em um Mar de Acertos

Apesar de ser uma obra-prima, Resident Evil Requiem tem alguns pontos que podem incomodar. Em certos trechos, a narrativa parece “enrolar” desnecessariamente. Leon, por exemplo, precisa buscar três itens, mas cada um se torna um arco narrativo completo. Isso pode torrar a paciência de alguns jogadores.

Outro ponto sensível é o protagonismo de Grace. Embora a produtora tenha prometido uma divisão 50/50, em diversos momentos ela parece apenas uma coadjuvante de luxo. “Grace é basicamente removida por completo em todo um trecho do jogo, com destaque total para o Leon. Não é um problema tão grande, mas remove todo o protagonismo da estreante”, complementa Corumba.

Resident Evil Requiem: O Futuro do Survival Horror

Se você é fã antigo ou recente da franquia, Resident Evil Requiem é obrigatório. Além de apresentar elementos antigos de forma “renovada”, ele mostra o que nos aguarda para o futuro da série. Diferente de Silent Hill f, que é um renascimento, aqui a Capcom pincelou uma obra-prima de terror e amadurecimento.

O jogo vai te assustar, acelerar seu coração com ação, fazer você correr por sua vida e se esconder em situações de risco. Tudo ao maior estilo do que foi consolidado nestes 30 anos. Se você esperava por uma festa “tímida”, Resident Evil Requiem não é isso. É uma homenagem ao passado, uma base mais do que presente e uma mensagem clara sobre o que veremos no futuro.

Prepare sua mochila: a viagem para Raccoon City (ou o que sobrou dela) te espera. O jogo estreia dia 27 de fevereiro para PS5, Xbox Series, Nintendo Switch 2 e PCs.