IA para finanças: brasileiros confiam, mas querem decidir por conta própria

IA para finanças: brasileiros confiam na tecnologia, mas preferem manter controle das decisões financeiras. Saiba mais sobre o estudo que revela essa tendência.

A inteligência artificial (IA) tem ganhado cada vez mais espaço no setor financeiro, oferecendo soluções inovadoras para análise de dados, prevenção de fraudes e até mesmo orientação sobre orçamento pessoal. No entanto, uma pesquisa recente revela que, apesar da confiança crescente na tecnologia, os brasileiros ainda preferem manter o controle das decisões financeiras.

O papel da IA como orientadora financeira

De acordo com o estudo “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro”, realizado pelo Itaú Unibanco em parceria com o Grupo Consumoteca, 65% dos entrevistados acreditam que a IA pode ser uma excelente orientadora financeira. A tecnologia consegue analisar padrões de gastos, sugerir formas de economizar e até mesmo alertar sobre possíveis riscos no orçamento.



Contudo, a maioria dos brasileiros entende que o papel da IA deve ser de apoio, não de substituição. Apenas 14% dos entrevistados aceitariam que a IA tomasse decisões financeiras de forma autônoma. Isso demonstra uma clara preferência por manter o controle sobre o próprio dinheiro, mesmo com o auxílio da tecnologia.

Principais demandas dos brasileiros para a IA no setor financeiro

Além da confiança, os brasileiros esperam que a IA ofereça soluções acessíveis e transparentes. As principais demandas incluem:

  • Linguagem simples: a tecnologia deve se comunicar de forma clara e fácil de entender.
  • Transparência: os usuários querem saber como as decisões da IA são tomadas e quais regras regem o sistema.
  • Personalização: soluções adaptadas às necessidades e objetivos individuais de cada usuário.

Mudança de cenário para bancos e fintechs

O estudo também aponta uma tendência significativa: os bancos estão deixando de ser apenas espaços transacionais para assumir um papel estratégico no planejamento financeiro dos clientes. Essa mudança abre caminho para que as instituições financeiras ofereçam sugestões mais personalizadas, como organizar uma viagem dos sonhos ou reduzir o saldo do cartão de crédito.



“O brasileiro está aprendendo a lidar com o dinheiro e, agora, espera que os serviços financeiros também aprendam a lidar com ele. Isso significa atuar como aliados reais, capazes de reduzir a ansiedade em torno das finanças e apoiar a construção de um futuro mais próspero”, comentou Marina Roale, head de Insights do Grupo Consumoteca.

IA em ação: soluções já disponíveis

Alguns bancos já começaram a adotar a IA em soluções internas, oferecendo ferramentas que facilitam a vida dos clientes. Entre as aplicações mais comuns estão:

  • Análise de finanças mensais: sistemas que categorizam gastos e identificam oportunidades de economia.
  • Pix pelo WhatsApp: facilitando transferências por meio de uma plataforma já popular.
  • Prevenção de fraudes: sistemas que identificam atividades suspeitas e protegem as contas dos clientes.
  • Jornadas conversacionais: assistentes virtuais que respondem dúvidas e oferecem orientações em tempo real.

Pesquisa abrangente sobre o uso da IA no Brasil

A pesquisa que embasou essas conclusões foi realizada com 5 mil pessoas com mais de 18 anos, em 15 estados brasileiros, em 2025. O objetivo foi entender a percepção dos brasileiros sobre o uso da IA no setor financeiro, independentemente do banco utilizado por cada indivíduo.

Os resultados mostram que, embora a tecnologia seja vista como uma aliada poderosa, a decisão final sobre as finanças deve permanecer nas mãos dos usuários. Essa abordagem equilibrada reflete o desejo dos brasileiros por autonomia e controle, mesmo em um mundo cada vez mais digital.