Spotify: R$ 56 bilhões pagos à indústria musical em 2025 e o destaque do funk brasileiro

Spotify pagou R$ 56 bilhões à indústria musical em 2025, com destaque para o funk brasileiro e crescimento de artistas independentes.

O Spotify pagou mais de US$ 11 bilhões (equivalente a R$ 56 bilhões) em royalties para a indústria musical em 2025, segundo o relatório Loud & Clear da plataforma, divulgado nesta quarta-feira (11). Esse faturamento supera o de outras concorrentes do setor e consolida o papel central do serviço de streaming no mercado global.

O funk brasileiro foi um dos grandes destaques entre os estilos musicais com maior crescimento no pagamento de royalties durante o último ano. A empresa destacou ainda que a pluralidade de idiomas ajudou a moldar os principais sucessos de 2025: o top 50 global contou com músicas de 16 línguas diferentes, refletindo a diversidade cultural presente na plataforma.



Expansão e impacto global

Os números reforçam o protagonismo da plataforma de streaming na indústria musical, impulsionado pela base de 751 milhões de usuários. Prestes a completar 20 anos de história, o Spotify ultrapassou a marca de US$ 70 bilhões “devolvidos” a artistas, produtores, compositores e gravadoras desde o lançamento.

Além disso, o relatório destaca que mais de 50% dos valores foram pagos a artistas que publicaram materiais por conta própria ou por meio de distribuidores independentes. Mais de 13,8 mil artistas cadastrados na plataforma faturaram pelo menos US$ 100 mil no último ano, um aumento de mais de mil perfis em relação ao ano anterior.

Contribuições para o ecossistema musical

A empresa também registrou um impacto de US$ 1,5 bilhão na venda de ingressos para shows, mesmo sem permitir a compra direta de bilhetes pela plataforma. O pagamento a compositores foi o maior da história da companhia, registrando um aumento de 2,5 vezes em comparação com os últimos cinco anos.



Esses dados evidenciam não apenas o crescimento financeiro do Spotify, mas também seu papel fundamental na valorização e no suporte a artistas de diferentes origens e estilos, promovendo um ecossistema musical mais inclusivo e dinâmico.