CPI do Crime: Dono da Reag afirma ter sido ‘penalizado por ser independente’

CPI do Crime ouve dono da Reag, que afirma ter sido 'penalizado por ser independente' em investigação da operação Carbono Oculto.

A CPI do Crime ouviu, recentemente, o depoimento de João Carlos Mansur, proprietário da empresa Reag. Durante sua fala, Mansur defendeu que sua companhia foi penalizada por ser independente, uma alegação que gerou debate sobre o tratamento dado a empresas de menor porte em investigações de grande porte.

Mansur comanda uma empresa ligada ao grupo Master e está sob investigação na operação Carbono Oculto, que apura supostas irregularidades em contratos e licitações. Em sua manifestação à CPI do Crime, ele negou irregularidades e ressaltou que a independência da Reag pode ter motivado uma atenção maior por parte das autoridades.



Contexto da investigação

A operação Carbono Oculto, que motivou o depoimento à CPI do Crime, tem como foco empresas que teriam se beneficiado de contratos irregulares. A Reag, por estar ligada ao Master, passou a ser alvo de escrutínio. Segundo Mansur, no entanto, não há provas concretas de irregularidades e a empresa sempre atuou dentro da legalidade.

Independência como fator de atenção

João Carlos Mansur afirmou que a natureza independente da Reag pode ter chamado a atenção de investigadores. Ele argumenta que empresas menores, por não possuírem grandes estruturas de lobby ou influência política, acabam sendo mais vulneráveis a processos e investigações, mesmo quando não há evidências claras de má conduta.

Essa percepção foi reforçada por outros empresários que já passaram pela CPI do Crime, que destacam a importância de se diferenciar investigação rigorosa de perseguição seletiva.



Implicações para o mercado

O caso da Reag e o depoimento de Mansur à CPI do Crime levantam questões importantes sobre o ambiente de negócios no país. A sensação de insegurança jurídica pode afetar investimentos e a atuação de empresas de médio porte, especialmente aquelas que não possuem grandes redes de proteção política.

Especialistas ouvidos pela imprensa ressaltam que, embora a investigação seja necessária, é fundamental que o processo seja transparente e baseado em provas consistentes, para não prejudicar empresas que atuam de forma ética.

Próximos passos

A CPI do Crime deve continuar ouvindo depoimentos e analisando documentos relacionados à operação Carbono Oculto. A defesa da Reag, representada por Mansur, promete colaborar com as autoridades, mas mantém a posição de que a empresa foi alvo de um processo desproporcional.

Para Mansur, o resultado dessa investigação pode servir como parâmetro para o tratamento dispensado a empresas independentes no futuro. Ele espera que, ao final, fique comprovada a lisura das operações da Reag e que o caso sirva de alerta sobre os riscos de se criminalizar a atuação empresarial sem provas robustas.