Em Resident Evil Requiem, os jogadores se deparam com uma jovem garota cega chamada Emily. Sua condição já é intrigante por si só, mas o fato de ela estar em completo isolamento torna a situação ainda mais misteriosa e sinistra.
Afinal, por que uma criança seria mantida em cativeiro dentro de um centro clínico repleto de zumbis? Essa é a pergunta que norteia a busca por respostas sobre a verdadeira identidade e importância de Emily na trama do jogo.
Quem é Emily em Resident Evil Requiem?
Emily não teve uma infância comum. Ela é fruto de experimentos genéticos, um clone gerado por gravidez ectópica abdominal nos Laboratórios ARK, uma instalação ultrassecreta que opera nas ruínas de Raccoon City. Chamada de “Amostra 171”, Emily foi levada ao Centro de Cuidados Rhodes Hill ao lado de sua “irmã”, Marie.
As duas foram mantidas em isolamento, separadas uma da outra, e apenas funcionários autorizados do local liderado por Victor Gideon tinham acesso à seção onde estavam presas. Um dos testes executados pela equipe do vilão causou sérios problemas de saúde à pequena, que contraiu catarata e ficou cega.
Sua única distração era ler livros escritos em braille — linguagem que os médicos e profissionais ensinaram à criança para mantê-la entretida. Muitos detalhes se perdem a partir deste ponto, mas sabemos que um humano desconhecido perguntou para ela sobre seu sangue e que uma enfermeira sentiu incômodo pela falta de interações e emoções da jovem.
Ela é um clone? A verdade por trás da origem de Emily
Um dos pontos fortes da narrativa de Resident Evil Requiem é a forte presença de clones. Enquanto tudo indica que Zeno é uma cópia de Albert Wesker, Emily, Marie e Grace também são, mas de outro ser humano. Ninguém comenta quem serviu como base genética para gerar as personagens, mas a cópia “mais antiga” é Chloe — uma criança que viveu no orfanato de Raccoon City nos anos 1990 e vivenciou situações de terror.
O objetivo da clonagem era criar Elpis, que as Conexões e Victor Gideon consideram ser o vírus supremo. O resultado foi alcançado apenas com Grace Ashcroft, mas como ela “sumiu” ainda bebê, muitos testes foram executados depois para replicá-lo em laboratório.
As mutações de Emily e Marie: um destino trágico
Enquanto Emily aparentemente tinha sofrido apenas com a cegueira, Marie se transformou em um monstro completo. A mutação na criança foi tão forte que ela é aquela criatura de tamanho colossal que persegue Grace com seus braços longos — presente em grande parte do material promocional do jogo.
Quando tentam fugir do Centro de Cuidados Rhodes Hill, em um helicóptero, outro incidente acontece e o veículo despenca. Com a jovem ferida, Grace tenta reanimá-la, o que se torna uma tarefa extremamente difícil com a grande perda de sangue sofrida. Porém, ela conseguiu e o resultado se tornou catastrófico.
A “morte” de Emily e sua ressurreição acionaram as mutações da pequena — que se tornou outro monstro completamente fora de controle. Restou a Leon S. Kennedy livrar sua nova colega do sufoco, mas a criatura ficou no chão. Para a sorte de todos, o herói não atingiu nenhum ponto vital e ela sobreviveu para ser tratada com a Elpis.
Além de reverter a mutação, a criança também teve a sua visão recuperada e foi adotada por Grace. Mesmo com o final feliz, tanto Emily quanto Grace passam por diversos apuros e momentos traumatizantes. Porém, agora elas terão uma à outra para superar essas adversidades e lutar contra a organização maligna e seus objetivos sombrios.
Conclusão: o destino de Emily e Marie
Enquanto Emily sobreviveu e poderá finalmente ter a sua infância “comum”, o mesmo não pode ser dito sobre Marie. A cura não surtiu efeito na sua versão monstruosa, já que ela teve a sua morte em definitivo durante a narrativa do game. A história de Emily é um dos elementos mais emocionantes e complexos de Resident Evil Requiem, revelando os horrores dos experimentos genéticos e as consequências trágicas que podem afetar vidas inocentes.
