Smartphones costumam ter um ciclo de vida longo, mas, durante muito tempo, os consumidores tinham o hábito de trocar de aparelho antes que ele ficasse completamente obsoleto. Com dispositivos cada vez mais caros, o hábito do consumidor mudou e as empresas foram obrigadas a repensar suas estratégias. Entenda quanto tempo um celular pode demorar para ficar obsoleto.
Relatórios globais da Assurant, empresa que monitora milhões de trocas de aparelhos, mostram um recorde histórico. A idade média dos celulares entregues na troca subiu de dois para quase quatro anos em nos Estados Unidos e na Europa.
Preços mudaram o cenário
O principal motivo atinge o bolso do consumidor. Com smartphones topo de linha custando o valor de um computador, trocar de aparelho apenas por uma câmera levemente melhor ou um processador um pouco mais rápido deixou de ser prioridade para os usuários.
A falta de inovações significativas — tanto nos iPhones quanto em topos de linha Android, como a linha Galaxy S — faz com que as pessoas fiquem por mais tempo com o mesmo aparelho. Basta lembrar que um iPhone ou Galaxy de três anos atrás roda praticamente os mesmos aplicativos e tira fotos tão boas quanto o modelo atual para o usuário comum.
Diante da mudança, as fabricantes reagiram para que os usuários continuem fiéis às marcas.
A Regra dos 7 anos
A “Regra dos 7 Anos” foi uma mudança impactante para o mercado, impulsionada pelo comportamento do consumidor, mas também relacionada às novas regras da União Europeia, que exigem maior tempo de suporte de peças e de atualizações de software.
Isso faz com que um dispositivo topo de linha comprado hoje esteja protegido contra hackers e compatível com novos apps até 2031. É uma promessa de longevidade que antes só existia em PCs.
Baterias: o verdadeiro ponto fraco
Apesar de o suporte ao software ter sido aumentado, as baterias de íon-lítio, que se degradam quimicamente, continuam sendo um empecilho.
A maioria das baterias atuais perde eficiência após 500 ciclos de carga, ou cerca de dois anos de uso intenso. Para chegar aos sete anos prometidos de sistema, o usuário terá que trocar a bateria ao menos uma vez.
Novas regulações na Europa já exigem que as baterias sejam mais fáceis de substituir, matando aos poucos a ideia de “celular descartável”.
Atualmente, muitas fabricantes apresentam projetos e testes para aumentar a vida útil e a eficiência energética das baterias, para que os aparelhos tenham a mesma duração física que seu suporte de software.
Tempo de vida
Abaixo, é possível ver uma tabela com informações de algumas das principais fabricantes e o tempo de suporte de cada aparelho topo de linha:
| Fabricante | Modelo | Atualizações de sistema | Atualizações de segurança |
| Samsung | Galaxy S25/ Z Fold | 7 anos | 7 anos |
| Apple* | iPhone (geral) | 6 anos | Média entre 6 a 8 anos |
| Pixel 9/10 | 7 anos | 7 anos | |
| Motorola | Edge 60 Ultra | 5 anos | 5 anos |
* A Apple não divulga números oficiais, a média é baseada no histórico dos últimos 10 anos.
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