O ministro Alckmin anunciou que o acordo entre UE-Mercosul pode entrar em vigor de forma provisória já em maio deste ano. Segundo ele, enquanto a tramitação formal para aprovação completa avança, é possível que o tratado comece a valer parcialmente, permitindo que empresas e exportadores dos dois lados do Atlântico se beneficiem de forma antecipada.
A previsão traz otimismo ao setor produtivo, que aguarda há anos a consolidação desse acordo. A entrada em vigor provisória permitiria a redução imediata de tarifas e a ampliação de cotas, gerando impacto positivo no comércio bilateral. Além disso, o ministro destacou que essa medida provisória não compromete o processo legislativo interno de cada bloco.
Quais são os próximos passos do acordo?
Agora, o foco está na tramitação formal, que inclui a aprovação nos parlamentos europeus e sul-americanos. Esse processo pode levar meses ou até anos, mas a vigência provisória garante que os benefícios práticos comecem a ser sentidos antes mesmo da conclusão total. Enquanto isso, negociadores seguem afinados para resolver eventuais pendências técnicas e políticas.
Impactos esperados para o Brasil e União Europeia
Para o Brasil, o acordo entre UE-Mercosul representa uma oportunidade de ampliar exportações de manufaturados, agropecuária e serviços. Já para a União Europeia, o tratado facilita o acesso a matérias-primas e produtos industrializados da América do Sul. Especialistas avaliam que, mesmo em caráter provisório, o acordo já pode estimular novos investimentos e parcerias estratégicas.
Em resumo, a expectativa é que, com a entrada em vigor prevista para maio, o acordo entre UE-Mercosul traga ganhos concretos para empresas e consumidores de ambos os lados, mantendo o ritmo das negociações para consolidação plena do tratado.
