Super Mario Bros. 2: Por Que Este Jogo É Tão Diferente de Toda a Série

Descubra por que Super Mario Bros. 2 é tão diferente: a história da rejeição, Doki Doki Panic e a transformação que criou um sucesso.

O universo dos games guarda histórias fascinantes, e Super Mario Bros. 2 carrega uma das mais intrigantes. Recentemente, a Nintendo confirmou a presença do vilão Wart no longa Super Mario Galaxy: O Filme, bringing renewed attention to this unique title. Além disso, muitos jogadores se perguntam: por que Super Mario Bros. 2 é tão diferente de todos os outros jogos da franquia?

A Origem do “Verdadeiro” Super Mario Bros. 2

Após o sucesso estrondoso de Super Mario Bros. em 1985, a Nintendo rapidamente iniciou o desenvolvimento de uma sequência. A equipe R&D4, liderada por Shigeru Miyamoto, criou Vs. Super Mario Bros., uma versão de fliperama com seis níveis extremamente desafiadores. Os desenvolvedores perceberam que o jogo ficava mais divertido conforme elevavam a dificuldade.



Consequentemente, a Nintendo decidiu lançar essa sequência mais difícil para o Famicom Disk System em junho de 1986. Miyamoto, ocupado com The Legend of Zelda e recém-pai, passou a direção do projeto para Takashi Tezuka. O jogo apresentou diferenças marcantes: a dificuldade era punitiva, Luigi pulava mais alto mas deslizava como gelo, e o modo cooperativo foi removido.

Howard Phillips e a Rejeição na América do Norte

A Nintendo enviou o jogo para sua filial americana, onde Howard Phillips, o “Game Master” da Nintendo of America, testou o título no verão de 1986. Seu primeiro impacto foi morrer para um cogumelo venenoso, que no primeiro jogo era um power-up. Phillips considerou que o jogo violava o pacto entre desenvolvedor e jogador, sendo injusto e punitivo demais.

Além disso, a indústria de games dos EUA havia acabado de passar por sua primeira crise grave. Portanto, Minoru Arakawa, presidente da Nintendoof America, temeu uma rejeição dos jogadores americanos. Outro problema era que o jogo exigia conversão do Famicom Disk System para cartucho do NES, o que atrasaria o lançamento.



O Nascimento de Doki Doki Panic

Enquanto isso, nos corredores da Nintendo, outro projeto seguia em desenvolvimento. Kensuke Tanabe criou um protótipo de jogo de rolagem vertical que não agradou devido às limitações técnicas do NES. A emissora japonesa Fuji Television então pediu à Nintendo um jogo para o festival “Yume Kōjō ’87”.

Miyamoto sugeriu que Tanabe transformasse seu projeto em um jogo de ação com trechos horizontais. Assim nasceu Doki Doki Panic, lançado em julho de 1987. O jogo contou com a equipe original de Super Mario Bros., incluindo Koji Kondo e Yoichi Kotabe, e obteve sucesso crítico no Japão.

A Transformação em Super Mario Bros. 2

A Nintendoof America então sugeriu à matriz japonesa usar Doki Doki Panic como base para a versão americana de Super Mario Bros. 2. A mudança mais drástica foram os personagens: a Família dos Sonhos foi substituída por Mario, Luigi, Princesa Peach e Toad.

A Nintendo também modificou diversos elementos. Os personagens agora encolhiam ao receber dano, a corrida foi adicionada, e itens familiares como estrelas e cascos de Koopa substituíram os originais. O sistema de salvamento foi abandonado para reduzir custos de fabricação.

O Sucesso de Super Mario Bros. 2

Lançado em 1988 para o NES, Super Mario Bros. 2 vendeu 7,46 milhões de unidades globalmente, tornando-se o quarto maior sucesso comercial da Nintendo na era do Nintendinho. Curiosamente, as versões foram intercambiadas: a versão japonesa original chegou ao Ocidente como Super Mario Bros.: The Lost Levels, enquanto a versão baseada em Doki Doki Panic foi lançada no Japão como Super Mario Bros. USA.

Em conclusão, Super Mario Bros. 2 representa um capítulo único na história dos games, moldado por decisões de marketing, limitações técnicas e a visão crítica de um funcionário que mudou o destino de um dos personagens mais icônicos da indústria.