Em 28 de julho de 1945, um acidente Empire State abalou a cidade de Nova York. Naquela manhã de sábado, um bombardeiro B-25 Mitchell das Forças Armadas dos Estados Unidos colidiu contra o edifício Empire State, então o arranha-céu mais alto do mundo. O impacto gerou grandes repercussões e deixou marcas profundas na história da aviação e da segurança aérea.
O cenário do acidente
O acidente Empire State aconteceu em um momento delicado da história. Embora a Segunda Guerra Mundial já tivesse terminado na Europa, o Japão ainda resistia. No entanto, o voo envolvido no episódio não tinha ligação direta com operações bélicas. Tratava-se de uma missão de rotina entre as bases de Bedford, em Massachusetts, e Newark, em Nova Jersey.
O piloto do B-25, tenente-coronel William Franklin Smith Jr., precisava retornar à base após passar alguns dias com a esposa. No entanto, um nevoeiro denso dificultava a visibilidade. Ao se aproximar do aeroporto La Guardia, foi instruído pela torre de controle a fazer um pouso imediato. Smith Jr., no entanto, ignorou a orientação.
Descumprimento das ordens
Apesar dos alertas, o piloto reduziu a altitude para tentar enxergar o terreno. Ao perceber que estava sobrevoando Manhattan, tentou subir novamente. Foi então que o B-25 colidiu com o Empire State às 9h49, a uma velocidade de aproximadamente 320 km/h.
- O avião atingiu os andares 78 a 80 do edifício.
- Um buraco de mais de 30 metros quadrados foi aberto.
- Partes do avião, como um dos motores, atravessaram o prédio e caíram em quarteirões vizinhos.
A bordo do avião, além do piloto, estavam o sargento Christopher Domitrovich e o mecânico Albert Perna. Os três morreram no impacto. No prédio, 11 pessoas também perderam a vida e outras 24 ficaram feridas.
Impacto no edifício e resposta imediata
O acidente Empire State não comprometeu a estrutura do prédio, graças à sua robusta construção. Embora o impacto tenha causado um incêndio, os bombeiros controlaram as chamas em cerca de 40 minutos. O edifício foi reaberto parcialmente dois dias depois, e a reforma da área danificada foi concluída em cerca de três meses.
Como o avião não estava carregado com muito combustível, o fogo foi controlado rapidamente. Além disso, o horário do acidente — um sábado – ajudou a reduzir o número de vítimas, já que havia menos pessoas no prédio.
Repercussão e investigação
O acidente Empire State teve grande repercussão na mídia. Muitos confundiram o impacto com um ataque aéreo ou até mesmo um terremoto. No entanto, as investigações apontaram que o acidente foi causado pelo mau tempo e pela decisão do piloto de descumprir as ordens da torre de controle.
Segundo especialistas, o episódio não gerou mudanças imediatas nas normas de segurança, mas serviu como alerta sobre a importância da navegação por instrumentos e da obediência rigorosa aos protocolos de voo. O relatório final destacou que, se o piloto tivesse seguido as instruções, o acidente teria sido evitado.
Legado do B-25 Mitchell
O avião envolvido no acidente Empire State era um B-25 Mitchell, um modelo amplamente utilizado na Segunda Guerra Mundial. Produzido pela North American Aviation, o B-25 foi famoso por sua participação no ataque a Tóquio em 1942, logo após o ataque japonês a Pearl Harbor.
Apesar do acidente, o B-25 era considerado um avião eficiente e confiável. Equipado com dois motores, podia transportar de cinco a sete tripulantes e voar a altitudes de até 7.162 metros. Sua versatilidade o tornou popular em diversos países, tendo sido usado até os anos 1970.
Conclusão
O acidente Empire State foi um marco na história da aviação civil e militar. Embora tenha sido um episódio trágico, ajudou a consolidar práticas de segurança mais rigorosas no setor aéreo. O caso reforça a importância do respeito às normas e da utilização de tecnologias de navegação para evitar tragédias semelhantes.