Alzheimer: Cuidador é Acusado de Torturar Paciente de 86 Anos em Goiânia

Caso de tortura contra idoso com Alzheimer em Goiânia choca e reforça necessidade de vigilância no cuidado domiciliar.

Um caso chocante de maus-tratos envolvendo um paciente diagnosticado com Alzheimer veio à tona em Goiânia. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um cuidador agredia um idoso de 86 anos com um pano, em um episódio que está sendo investigado como tortura.

As gravações, obtidas pelas autoridades, mostram o cuidador utilizando força excessiva contra o paciente, que apresenta limitações cognitivas e físicas decorrentes da doença. Além disso, as imagens revelam que as agressões ocorriam de forma repetida, o que intensifica a gravidade do caso.



Investigação do caso de tortura

O caso foi registrado na Polícia Civil de Goiás, que já iniciou as investigações para apurar as circunstâncias das agressões. Segundo a polícia, o crime pode ser enquadrado como tortura, uma vez que o paciente, por conta do Alzheimer, não tem condições de se defender ou denunciar o ocorrido.

Especialistas alertam que casos como este evidenciam a vulnerabilidade de pessoas com doenças neurodegenerativas, que dependem integralmente de terceiros para cuidados básicos. Por isso, é fundamental que familiares e responsáveis redobrem a atenção ao escolher profissionais para assistência domiciliar.

Como prevenir maus-tratos a idosos com Alzheimer

Para evitar situações de abuso, recomenda-se:



  • Contratar cuidadores por meio de empresas ou instituições reconhecidas;
  • Instalar câmeras de segurança em áreas comuns da residência;
  • Manter contato frequente com o paciente e observar mudanças de comportamento;
  • Realizar visitas surpresa para acompanhar o dia a dia do cuidado.

O Alzheimer é uma doença que exige paciência, dedicação e conhecimento por parte dos cuidadores. Quando há negligência ou violência, as consequências podem ser devastadoras para a saúde física e emocional do paciente.

Este caso serve como um alerta sobre a importância de fiscalizar e valorizar o trabalho de quem cuida de pessoas com Alzheimer, garantindo que recebam o respeito e a dignidade que merecem.