Apple TV: Brasil é o segundo país com mais assinantes, revela executivo

Brasil é o segundo país com mais assinantes do Apple TV, revela executivo da Apple. Entenda as estratégias e o crescimento do serviço no país.

O Brasil se consolidou como o segundo país com mais assinantes do Apple TV, segundo revelou Eddy Cue, executivo da Apple, durante entrevista à Folha de S. Paulo. A afirmação foi feita em um evento da empresa em Santa Mônica, nos Estados Unidos, e reforça o crescente interesse do público brasileiro por serviços de streaming.

Por que o Brasil lidera o crescimento do Apple TV?

O crescimento do serviço no Brasil está diretamente ligado à estratégia da Apple de usar seus próprios dispositivos para atrair novos assinantes. A empresa oferece três meses gratuitos do Apple TV+ na compra de produtos como iPhone, iPad ou MacBook, facilitando o primeiro contato com o catálogo e incentivando a permanência após o período promocional.



Além disso, o serviço manteve por muito tempo um dos preços mais competitivos do mercado de streaming no Brasil. No entanto, em 2025, a mensalidade do Apple TV+ subiu de R$ 21,90 para R$ 29,90, aproximando seu valor dos praticados por concorrentes como Netflix e Disney+.

Apple TV já conquistou o Oscar

O catálogo do Apple TV+ conta com produções premiadas e reconhecidas pela Academia. Entre os destaques, estão:

  • CODA: No Ritmo do Coração (2022), vencedor nas categorias Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator Coadjuvante;
  • O Menino, a Toupeira, a Raposa e o Cavalo (2023), ganhador de Melhor Curta-Metragem de Animação.

Outras produções também receberam indicações e elogios da crítica, como Assassinos da Lua das Flores, A Tragédia de Macbeth e o F1: O Filme. Para fortalecer seu catálogo, a Apple mantém parcerias com grandes nomes do cinema e estúdios tradicionais, como Martin Scorsese e Spike Lee, cujos filmes chegam primeiro aos cinemas antes de estrear no streaming.



Produções nacionais ainda não estão nos planos

A produção de conteúdo original do Apple TV+ começou nos Estados Unidos e, gradualmente, foi expandida para países como México e Colômbia. Contudo, ainda não há previsão de investimentos em produções gravadas no Brasil ou conteúdos voltados ao público local, segundo Eddy Cue.

Com o aumento da concorrência no mercado de streaming e a mudança no valor da assinatura, o desafio da Apple será manter o ritmo de crescimento no Brasil, oferecendo conteúdo de qualidade e estratégias que continuem atraindo novos usuários.