Ar-condicionado: custo da energia elétrica deve subir até 8% em 2026

Custo da energia elétrica deve subir até 8% em 2026, impactando diretamente quem usa ar-condicionado com frequência. Saiba como economizar.

O uso frequente de ar-condicionado pode ficar ainda mais caro para os brasileiros a partir de 2026. Segundo especialistas consultados pelo jornal O Globo, a tarifa residencial de energia elétrica poderá aumentar entre 5% e 8% ao longo do ano, um patamar bem acima da inflação prevista para o período.

O cenário é preocupante, especialmente para quem mantém o ar-condicionado ligado por várias horas ao dia, como ocorre no verão. Fatores como clima mais seco, maior acionamento de usinas termelétricas e crescimento dos subsídios embutidos na conta de luz devem pressionar o valor final da energia.



Por que o ar-condicionado vai pesar mais na conta?

Grande parte do aumento estimado decorre do quadro hidrológico desfavorável para as hidrelétricas e da necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que produzem energia a um custo mais elevado. Além disso, a previsão é de que subsídios ao setor elétrico, pagos pelos consumidores via tarifa, alcancem cerca de R$ 47,8 bilhões em 2026 – 17,7% a mais que no ano anterior.

Consumo de ar-condicionado em destaque

Esse cenário tende a impactar diretamente quem utiliza aparelhos de ar-condicionado com frequência. Mesmo modelos considerados mais eficientes em termos de consumo podem elevar o gasto mensal de energia, especialmente em meses de uso intenso.

Por exemplo, um ar-condicionado split de 9.000 BTU como o Samsung WindFree Pro Energy (um dos mais econômicos da categoria com índice de desempenho de resfriamento elevado) pode gerar um gasto de R$ 43,15 por mês em energia elétrica quando usado por cerca de 160 horas (aproximadamente 5 horas por dia).



Outros modelos na mesma capacidade ou mesmo opções de entrada podem apresentar gastos mensais maiores — variando de cerca de R$ 46,73 a R$ 70,56 sob condições semelhantes de uso, dependendo da sua eficiência energética.

Como reduzir o impacto na conta de luz

Com a previsão de reajuste das tarifas e o aumento do consumo residencial típico do verão, especialistas orientam que consumidores considerem modelos com maior eficiência energética (split com tecnologia inverter e selo Procel “Classe A”), ajustem a temperatura de uso e monitorem o tempo de funcionamento dos aparelhos para tentar minimizar o impacto no valor total da conta de luz.

Além disso, manter a limpeza dos filtros, evitar exposição direta ao sol e utilizar o modo de economia são práticas que ajudam a reduzir o consumo sem abrir mão do conforto térmico.

Em um cenário de alta dos custos, a escolha consciente do equipamento e o uso responsável podem fazer toda a diferença no bolso do consumidor.