Ar-condicionado: riscos à saúde e como usar com segurança

Descubra se o ar-condicionado faz mal à saúde, os riscos reais e dicas para usar o aparelho com segurança e conforto.

O uso do ar-condicionado tornou-se essencial em muitas regiões do Brasil, especialmente durante os períodos de calor intenso. No entanto, ainda existem dúvidas sobre se o aparelho pode fazer mal à saúde. A boa notícia é que, quando bem utilizado, o ar-condicionado não oferece riscos significativos. Os problemas surgem apenas quando o equipamento é mal regulado, não recebe manutenção adequada ou é usado por longas horas em ambientes fechados e sem ventilação natural.

Um dos principais impactos do uso inadequado do ar-condicionado está relacionado à qualidade do ar. Filtros sujos acumulam poeira, ácaros, fungos e bactérias, que são lançados no ambiente sempre que o aparelho é ligado. Para pessoas com rinite, asma ou outras doenças respiratórias, isso pode intensificar crises alérgicas e causar desconforto frequente.



Além disso, o ar frio e seco tende a ressecar as mucosas do nariz e da garganta, reduzindo a proteção natural do organismo contra vírus e bactérias. Esse cenário favorece o surgimento de gripes, resfriados e irritações, especialmente quando há grande variação de temperatura entre o ambiente interno e externo.

Olhos, pele e garganta também podem ser afetados

Outro efeito comum do uso prolongado do ar-condicionado é o ressecamento da pele e dos olhos. Ambientes climatizados reduzem a umidade do ar, o que pode provocar sensação de ardência nos olhos, coceira, descamação da pele e até agravamento de quadros de dermatite em pessoas sensíveis.

A garganta também costuma ser afetada, principalmente em ambientes corporativos onde o ar-condicionado permanece ligado durante todo o expediente. A combinação de ar seco e baixa ingestão de água favorece o surgimento de rouquidão e irritações persistentes, o que muitas vezes é interpretado, de forma equivocada, como sinal de infecção.



Práticas recomendadas para uso seguro

Para evitar efeitos negativos, o primeiro cuidado é manter a manutenção do equipamento em dia. A limpeza dos filtros deve ser feita com frequência, conforme a recomendação do fabricante, garantindo que o ar que circula no ambiente esteja livre de partículas nocivas. Esse cuidado simples reduz significativamente o risco de alergias e problemas respiratórios.

Outro ponto importante é a regulagem da temperatura. Ambientes excessivamente frios aumentam o impacto do choque térmico ao sair para áreas externas, o que pode causar mal-estar e até queda de imunidade. O ideal é manter o aparelho em uma faixa confortável, evitando temperaturas muito baixas e permitindo, sempre que possível, a renovação do ar no ambiente.

Quem deve ter mais atenção ao usar o aparelho?

Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas formam o grupo mais sensível aos efeitos do ar-condicionado. Nesses casos, a exposição prolongada ao ar seco e frio pode intensificar sintomas como tosse, espirros frequentes e sensação de desconforto ao respirar.

Para esse público, a recomendação é redobrar os cuidados com a hidratação, manter o ambiente levemente umidificado e evitar posicionar o fluxo de ar diretamente sobre o corpo. Essas medidas ajudam a reduzir os impactos do uso contínuo do aparelho e tornam a climatização mais segura no dia a dia.