China Regula Alta Qualificação para Influencers e Estabelece Novas Diretrizes de Conteúdo

China impõe nova regulamentação para influencers. Saiba quais são as exigências de alta qualificação e restrições de conteúdo. Leia mais!

China Impõe Novas Regras para Influencers: Exigências de Alta Qualificação e Restrições Contemporâneas

O mercado de influenciadores digitais na China enfrenta um cenário de maior regulamentação após o governo anunciar diretrizes rigorosas que exigem diploma e alta qualificação para influencers para discutir temas técnicos complexos. As normas, publicadas pela Administração Estatal de Rádio e Televisão (SART) e o Ministério da Cultura e Turismo (MCT), visam combater a disseminação de informações imprecisas e proteger o público de conteúdos enganosos.

Campos de Alta Qualificação Exigida

Para garantir a credibilidade dos conteúdos, os influencers devem comprovar formação ou experiência profissional em áreas como:



  • Medicina: Discussões sobre saúde exigem certificação médica;
  • Direito: Orientações jurídicas precisam de formação legal;
  • Finanças: Conselhos monetários exigem credenciais em economia ou administração;
  • Educação: Conteúdo pedagógico deve ser ministrado por profissionais certificados.

Plataformas Responsáveis pela Validação

Além de exigir que influencers apresentem suas qualificações, as plataformas digitais são obrigadas a revisar e validar essas certificações antes da publicação. Essa medida visa evitar conteúdos não autorizados, especialmente em transmissões ao vivo, que movimentam bilhões de dólares no país.

Restrições Adicionais ao Conteúdo

As novas regras proíbem influencers de exibir estilos de vida extravagantes, como luxos excessivos ou conteúdos sugestivos. Além disso, o uso de deepfakes para manipular figuras públicas é estritamente vedado. Segundo o governo chinês, essas medidas buscam normalizar o comportamento profissional e exigir responsabilidade dos criadores de conteúdo diante de seus milhões de seguidores.

Impacto no Setor de Livestreaming

A regulamentação integra um plano mais amplo para controlar o poder das plataformas digitais. Companhias como Tencent, Alibaba e ByteDance passam por fiscalização rigorosa. Restrições para menores de 16 anos em transmissões noturnas e exigência de declaração de renda por influencers reforçam a transparência financeira e a proteção de consumidores.



Consequentemente, a indústria de livestreaming deve adaptar-se às novas normas, equilibrando liberdade criativa e conformidade com a lei.