Ciberataques na Oceania estão passando por uma transformação significativa. De acordo com o Threat Landscape Report 2025, da Cyble, o comércio varejista e o setor de serviços na Austrália e Nova Zelândia se tornaram os principais alvos de criminosos digitais. Essa mudança de estratégia revela uma nova tendência: hackers agora priorizam empresas de pequeno e médio porte, em vez de setores críticos como governo, saúde e finanças.
Por que o Varejo e Serviços Estão em Risco?
O relatório destaca que ciberataques na Oceania estão se concentrando em negócios locais por uma questão de eficiência. Rex Booth, diretor de segurança da informação da Sailpoint, explica que os criminosos buscam lucros rápidos com mínimo esforço. Empresas menores, muitas vezes, não possuem medidas de segurança robustas, tornando-as presas fáceis.
Além disso, o setor varejista na região registrou um aumento no volume de transações, atraindo a atenção de hackers. A dinâmica do mercado, com trabalhadores sazonais e temporários, também contribui para a vulnerabilidade. Contas inativas ou mal gerenciadas criam brechas para invasões, como afirma Booth:
“Trabalhadores sazonais exigem integração rápida, mas isso pode deixar contas obsoletas, abrindo portas para invasores.”
Um Mercado Clandestino Fragmentado
Os ciberataques na Oceania refletem uma tendência global: hackers menos experientes, mas igualmente perigosos, estão orquestrando ataques. O relatório da Cyble revela que o mercado clandestino de cibercrime é fragmentado e difícil de rastrear. Durante as investigações, os especialistas descobriram que as vendas de dados na dark web vinham de contas novas, sem um padrão identificável.
Isso significa que, mesmo sem ferramentas avançadas, esses criminosos conseguem causar estragos. A falta de coordenação entre os invasores torna a detecção ainda mais desafiadora para as autoridades.
O que Esperar para o Futuro?
Com o aumento dos ciberataques na Oceania, especialistas alertam para um cenário preocupante. A Austrália, por exemplo, já registrou um aumento recorde de incidentes, e 2026 pode ser ainda pior. Empresas de todos os portes devem reforçar suas defesas, especialmente aquelas no varejo e serviços.
Para se proteger, é essencial:
- Implementar autenticação multifator (MFA).
- Monitorar contas inativas e removê-las imediatamente.
- Investir em treinamento de segurança para funcionários.
Em conclusão, os ciberataques na Oceania estão evoluindo, e a adaptação das empresas será crucial para evitar prejuízos financeiros e danos à reputação.
