Eduardo Bolsonaro é afastado do cargo de escrivão por faltas não justificadas

Polícia Federal afasta Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão por faltas não justificadas. Ex-deputado está autoexilado nos EUA e pode ser demitido.

A Polícia Federal decidiu afastar Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão após constatar um padrão de faltas não justificadas. O afastamento ocorre em meio a um processo administrativo disciplinar que pode resultar na demissão do ex-deputado federal.

Segundo informações oficiais, Eduardo Bolsonaro está autoexilado nos Estados Unidos desde o início de 2025, o que teria motivado a abertura do procedimento interno. A ausência prolongada sem apresentação de justificativas plausíveis foi considerada falta grave pelos órgãos competentes.



Processo administrativo pode levar à demissão

O processo administrativo disciplinar segue em andamento e, caso seja comprovada a falta grave, Eduardo Bolsonaro pode perder definitivamente o cargo. A legislação prevê desde advertências até a demissão, dependendo da gravidade e da constância das faltas.

Especialistas em direito administrativo afirmam que a permanência fora do país sem autorização formal configura infração ao dever de assiduidade funcional. Além disso, a falta de comunicação oficial com a instituição agrava a situação.

Impactos na carreira e na imagem política

O afastamento de Eduardo Bolsonaro não afeta apenas sua carreira funcional, mas também pode ter repercussões políticas. Familiares e aliados do ex-deputado ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso.



Observadores políticos destacam que a situação pode ser interpretada como um enfraquecimento da influência da família Bolsonaro no cenário institucional. No entanto, ainda é cedo para avaliar as consequências de longo prazo.

Como funciona o processo administrativo disciplinar

O processo administrativo disciplinar é um procedimento interno que visa apurar faltas cometidas por servidores públicos. Ele segue etapas como instauração, defesa do acusado, coleta de provas e decisão final por uma comissão ou autoridade competente.

Se condenado, o servidor pode recorrer da decisão. No caso de Eduardo Bolsonaro, a expectativa é de que o processo seja concluído nos próximos meses, dependendo da complexidade das provas e da celeridade da apuração.