O Equador anunciou que vai abrir uma investigação para esclarecer como uma bomba de fabricação nacional chegou à Colômbia, após declarações do presidente colombiano, Gustavo Petro. Segundo Petro, os bombardeios realizados pelo Equador deixaram 27 corpos carbonizados na região de fronteira entre os dois países.
O incidente reacendeu tensões diplomáticas entre as nações, que compartilham uma extensa faixa de fronteira e histórico de conflitos relacionados ao narcotráfico e grupos armados. O Equador, por meio de sua chancelaria, informou que a investigação será conduzida por autoridades militares e de inteligência, com o objetivo de apurar responsabilidades e evitar novos episódios.
Contexto do conflito
Os bombardeios mencionados por Petro ocorreram em uma área considerada estratégica para o tráfico de drogas e para a atuação de dissidentes das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). O Equador mantém uma política de combate a esses grupos, mas os ataques transnacionais têm gerado desgastes diplomáticos.
Impacto nas relações bilaterais
A revelação dos corpos carbonizados causou indignação na Colômbia e levou o governo de Petro a exigir explicações formais de Quito. Especialistas apontam que o episódio pode afetar acordos de cooperação bilateral, especialmente na área de segurança.
Enquanto isso, o Equador reforça que a operação militar visava neutralizar ameaças à sua soberania e que lamenta eventuais danos colaterais. Ainda não há prazo definido para conclusão da apuração interna.
