Escarlatina: Guia Completo sobre Causas, Sintomas e Tratamento da Doença

Escarlatina: conheça causas, sintomas como febre e erupção cutânea, transmissão e tratamento com antibióticos para esta infecção bacteriana contagiosa.

A escarlatina representa uma das infecções bacterianas mais contagiosas que afetam principalmente crianças em idade escolar. Além disso, a doença, também conhecida como febre escarlate, exige atenção imediata devido ao seu rápido desenvolvimento e potencial para complicações graves. Portanto, compreender suas origens, sinais e formas de controle é fundamental para a saúde pública e individual.

O Que é a Escarlatina e Qual Sua Causa?

A escarlatina é uma infecção aguda provocada pela bactéria Streptococcus pyogenes do grupo A. Esta bactéria produz uma toxina específica que desencadeia a erupção cutânea característica da doença. Consequentemente, a condição geralmente surge como uma complicação de uma faringite estreptocócica preexistente. No entanto, em alguns casos, a infecção pode originar-se de feridas cutâneas infectadas pela mesma bactéria.



Sintomas Característicos da Doença

Os sintomas da escarlatina costumam aparecer entre 2 e 5 dias após a exposição à bactéria. Em primeiro lugar, o paciente desenvolve febre alta, muitas vezes acima de 38,5°C, acompanhada de calafrios. Além disso, uma dor de garganta intensa e vermelha, com possíveis pontos de pus nas amígdalas, é um sinal quase universal.

Posteriormente, geralmente dentro de 12 a 48 horas após o início da febre, surge o sinal mais distintivo: uma erupção cutânea vermelha e áspera ao toque, semelhante a uma lixa. Esta erupção normalmente:

  • Começa no pescoço e no peito.
  • Espalha-se para o abdômen, costas e, finalmente, membros.
  • Pode causar palidez ao redor da boca (sinal de Filatov).
  • Desaparece após cerca de uma semana, muitas vezes seguida por descamação da pele, especialmente nas pontas dos dedos.

Outro sintoma clássico é a “língua de framboesa” ou “língua de morango”, onde a língua inicialmente fica coberta por uma camada branca que depois descasca, revelando uma superfície vermelha e inchada com papilas proeminentes.



Formas de Transmissão e Contágio

A transmissão da escarlatina ocorre principalmente através de gotículas respiratórias. Por exemplo, quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala, ela libera partículas contaminadas no ar. Dessa forma, a inalação dessas partículas é a via mais comum de infecção. Adicionalmente, o contato direto com secreções nasais ou saliva de um doente, ou o compartilhamento de objetos pessoais como copos e talheres, também pode propagar a bactéria.

Abordagem de Tratamento e Recuperação

O tratamento da escarlatina é baseado no uso de antibióticos, sendo a penicilina ou a amoxicilina as escolhas de primeira linha. Portanto, é crucial iniciar a terapia antibiótica o mais rápido possível para:

  1. Reduzir a duração e a intensidade dos sintomas.
  2. Diminuir significativamente o risco de transmissão para outras pessoas (geralmente após 24 horas de antibiótico).
  3. Prevenir complicações sérias, como febre reumática, doença renal (glomerulonefrite) ou abscessos na garganta.

Paralelamente ao tratamento medicamentoso, os cuidados de suporte são essenciais. Estes incluem repouso, hidratação abundante e o uso de medicamentos para controlar a febre e a dor, como paracetamol. Em conclusão, o acompanhamento médico é indispensável para garantir a erradicação completa da bactéria e monitorar possíveis sequelas.

Prevenção e Considerações Finais

Não existe vacina específica contra a escarlatina. No entanto, medidas de higiene rigorosas formam a base da prevenção. Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, e evitar o compartilhamento de itens pessoais são práticas eficazes. Ademais, manter crianças doentes em casa até que completem pelo menos 24 horas de tratamento antibiótico ajuda a conter surtos em escolas e creches. Em resumo, embora a escarlatina seja uma doença séria, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado garantem uma recuperação completa e sem complicações na grande maioria dos casos.