A fome em Gaza atingiu níveis alarmantes, sendo oficialmente classificada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma “crise provocada pelo homem”. Em reunião no Conselho de Segurança, 14 dos 15 membros condenaram as restrições impostas por Israel à entrada de ajuda humanitária e exigiram um cessar-fogo imediato no conflito com o Hamas.
Situação humanitária se agrava a cada dia
Os dados divulgados pela ONU revelam um cenário desolador. A população de Gaza enfrenta uma deterioração sem precedentes em sua história recente. Ramiz Alakbarov, coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, destacou que os ataques israelenses à Cidade de Gaza podem resultar em deslocamentos em massa e agravar ainda mais a fome em Gaza.
Além disso, a ONU alertou que o uso da fome como arma de guerra é uma violação direta do direito internacional humanitário. Diante disso, os países membros do Conselho de Segurança, exceto os Estados Unidos, pediram que Israel suspenda imediatamente todas as restrições à ajuda humanitária.
Declaração conjunta exige ações urgentes
Em uma declaração conjunta, os países exigiram:
- Cessar-fogo imediato, incondicional e permanente;
- Libertação de todos os reféns mantidos pelo Hamas;
- Aumento substancial da ajuda humanitária em Gaza;
- Suspensão imediata das restrições impostas por Israel ao fornecimento de alimentos e suprimentos médicos.
Portanto, a pressão internacional aumenta à medida que a fome em Gaza se intensifica. A situação é agravada pelos bombardeios constantes e pela ameaça de deslocamento forçado de centenas de milhares de pessoas.
Israel avança com operações militares
O Exército de Israel declarou que a evacuação da Cidade de Gaza é “inevitável”. Tanques avançaram para novas áreas da cidade, como o bairro Ebad-Alrahman, causando destruição e obrigando moradores a fugirem. Segundo o porta-voz Avichay Adraee, o governo israelense está preparando estruturas de assistência humanitária para os deslocados, no entanto, líderes religiosos locais afirmam que abandonar o norte da Faixa de Gaza seria uma “sentença de morte”.
Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma reunião com seu gabinete para discutir um plano robusto para o pós-guerra em Gaza. A expectativa é que o conflito entre Israel e Hamas termine até o final do ano.
Hamas aceita proposta de cessar-fogo
No dia 18 de agosto, o Hamas aceitou uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Egito e pelo Catar. Contudo, Israel ainda não respondeu oficialmente, mantendo sua ofensiva militar. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que seu objetivo é a libertação completa dos reféns e o controle total da Faixa de Gaza.
Em conclusão, a fome em Gaza não é apenas um problema humanitário, mas também um grave alerta internacional sobre as consequências do uso de táticas de guerra que afetam civis. A resposta global tem sido uníssona: a necessidade urgente de cessar a hostilidade e garantir acesso irrestrito à ajuda humanitária.