Os fones de ouvido da Samsung têm evoluído bastante e, para a nova geração, a sul-coreana trouxe os Galaxy Buds 4 Pro. Os novos vestíveis contam com um visual renovado, uma boa melhoria em som, mas ainda há um pequeno detalhe que os afasta da perfeição.

Prós
- Qualidade de som com muita melhoria
- Bateria de boa duração
- Modo ambiente realmente “transparente”
- Design ainda melhor
Contras
- ANC poderia ser melhor
Design e construção
Desde a geração passada, a Samsung adota o design com uma haste externa para os fones de ouvido, em vez de deixá-los totalmente dentro da orelha, como era nos Galaxy Buds 2 e modelos anteriores.
Eu, particularmente, gostei bastante dessa mudança, e os Buds 4 Pro estão ainda mais elegantes e até mais funcionais. A haste externa com aspecto de “aço escovado” dá um tom bem premium ao aparelho, ao passo que facilita o controle por gestos — algo que confundia um pouco os usuários do Buds 3 Pro durante os primeiros usos.

Eu, particularmente, nunca tive esse problema, mas é evidente que o formato novo facilita o uso — como o toque no antigo era pelas “quinas”, eles eram mais complicados de acertar de primeira.
Outro ponto muito positivo é o conforto: assim como na geração passada, os fones são muito bem “desenhados”, e encaixam bem na orelha. O formato, é claro, varia de pessoa para pessoa, mas mais uma vez, os fones me passaram uma sensação absurda de conforto, e às vezes eu até “esquecia” que estava com eles.
O estojo de carregamento também mudou de aparência, e agora volta a ser uma caixinha “deitada”, que permite ver toda a parte externa dos fones. Na geração passada, a marca apostou em um case com o mesmo formato dos AirPods, que perde um pouco da identidade visual da Samsung.
Qualidade sonora
Aqui foi onde o Galaxy Buds 4 Pro me pregou uma “pegadinha”. Eu tenho usado o Galaxy Buds 3 Pro pelo último ano, e ao pegar o modelo novo pela primeira vez, não notei muita diferença na sonoridade.
No entanto, a configuração de equalização disponível nas definições é que mostra a verdadeira qualidade dos fones.
Ele tem suporte para Hi-Res, ou áudio de alta qualidade, e “brincar” com esse ajuste permite alcançar uma qualidade de som “perfeita”. Aqui, usei bastante a predefinição “Dinâmico”, da Samsung ou uma configuração personalizada em “V”, e gostei muito do resultado.

O som fica com graves bem destacados, e dá um aspecto mais “pesado” para o som, ideal para vários estilos, como rock, rap e eletrônica.
“The Parchment”, do Iron Maiden, por exemplo, ficou muito melhor com uma equalização em V. O som ficou pesado logo no começo, com o baixo bem destacado. Esse som já é bem acentuado em uma equalização comum, mas conseguiu ainda mais presença com essa configuração.
Em resumo, não se prender a configuração padrão dos fones permite destravar todo o potencial que os vestíveis da Samsung oferecem.
“O Galaxy Buds 4 Pro oferece uma ótima sonoridade, mas é só ao configurar uma equalização personalizada — ou um modo pré-definido — que ele mostra sua verdadeira qualidade, com som Hi-Res realmente surpreendente”
Som ambiente, cancelamento de ruído e alternância automática
Assim como na geração passada, o som ambiente do Galaxy Buds 4 Pro é perfeito. Ele mantém o mesmo nível de transparência e, como o fone de ouvido encaixa perfeitamente no meu ouvido, é como se eu simplesmente não estivesse usando nada quando não há música tocando.
A alternância automática entre o modo normal ou ANC com o Som Ambiente também funciona muito bem: ao detectar que o usuário entrou em uma conversa ou o som de sirene, ele ativa o modo transparente para que não seja necessário tirar os fones do ouvido.
O único aspecto que ainda me incomoda um pouco — e é isso que afasta os Galaxy Buds da perfeição — é o ANC. Apesar de ter melhorado discretamente, o fone ainda deixa a desejar nesse ponto, principalmente se comparado com o seu principal adversário, o AirPods Pro 3.

Mesmo trocando as “borrachinhas” e deixando o fone bem vedado, ele ainda deixa passar uma quantidade considerável de som, algo que não me incomodou tanto ao usar os fones da Apple, por exemplo.
“As configurações extra do Galaxy Buds 4 Pro são muito boas, mas o modo ANC tem espaço para melhoria, e é o único ponto que afasta esses fones da perfeição.”
Bateria
A autonomia de bateria do Galaxy Buds 4 Pro é satisfatória. A Samsung promete até 7 horas de reprodução de música com ANC desligado, e aqui os resultados mostraram que ele pode chegar facilmente nessa marca.
Após tocar música por seis horas com volume máximo e qualidade de streaming mais alta no Spotify, os fones ainda ficaram com 31% da carga. Com a carga do estojo, a Samsung dá uma estimativa de 30 horas de duração, o que está de bom tamanho para os padrões atuais.
Para carregamento, os Buds 4 Pro tem conector USB-C, mas também suportam carregamento sem fio.
Inteligência Artificial e recursos extra
Inaugurado nos Galaxy Buds 3 Pro, o Galaxy AI para fones de ouvido também faz parte do Buds 4 Pro, e mantém o mesmo recurso de tradução simultânea. Assim, eles podem ser usados em viagens internacionais para ajudar em conversas em diferentes idiomas.
O controle por voz é outro destaque, e permite controlar a reprodução apenas com comandos de voz, sem depender de uma frase acionadora, basta dizer “aumente o volume” ou “Próxima música”, por exemplo, que ele já atende. Isso funciona bem, mas algumas vezes ele pode entender um trecho da música que estiver cantando como um comando e trocar de faixa acidentalmente, mesmo que você não diga aquele comando exato.
Já os gestos com a cabeça, que chegaram com a nova geração, permitem que o usuário atenda ou recuse uma chamada ao acenar ou balançar a cabeça. Eles também permitem interagir com a Bixby e dar respostas como “sim” ou “não” com esses gestos.
Vale a pena comprar o Galaxy Buds 4 Pro?
Sim, vale a pena comprar o Galaxy Buds 4 Pro. Os fones de ouvido da Samsung, que já eram muito bons na geração passada, conseguiram a proeza de ficarem ainda melhores.
É claro que nem tudo é perfeito, e o ANC abaixo do esperado é o único ponto que realmente afasta esse par de fones de ouvido da perfeição. Não que sejam ruins, mas há espaço para melhoria, principalmente se comparado com os da Apple.
O preço, porém, ainda não é o ideal. Anunciado por R$ 2.099 no pagamento parcelado, já é possível encontrá-lo por R$ 1.900, mas ainda precisa cair mais — e é provável que isso aconteça daqui alguns meses. Quando (ou se) ele chegar a uma faixa de R$ 1.500, ele já começa a valer mais a pena.
