Em períodos de férias e recesso, muitos brasileiros buscam destinos turísticos para relaxar e aproveitar o tempo livre. No entanto, golpistas também se aproveitam desse momento para aplicar o golpe da falsa agência de viagens, criando sites clonados e páginas fraudulentas para roubar dados e dinheiro das vítimas.
Como funciona o golpe da falsa agência de viagens?
O esquema começa com anúncios patrocinados em buscadores como o Google, oferecendo promoções agressivas, como “resort all-inclusive por preços irrisórios”. Além disso, os criminosos utilizam gatilhos mentais de escassez e urgência, como “últimas vagas”, para pressionar a vítima a realizar o pagamento rapidamente, sem tempo para análise.
Após o pagamento, geralmente via Pix ou transferência para CPFs, os golpistas desaparecem, bloqueando todos os canais de comunicação. A vulnerabilidade explorada não está no software, mas sim no comportamento do usuário, que muitas vezes age por impulso.
Como identificar uma oferta falsa?
A atenção aos detalhes é a melhor forma de evitar cair no golpe da falsa agência de viagens. Se o desconto oferecido for superior a 50% do valor original, desconfie imediatamente, pois essa prática é economicamente insustentável para agências legítimas.
Outro sinal de alerta é a exigência de pagamento via Pix ou transferência para contas pessoais. Agências sérias aceitam cartão de crédito e possuem contas PJ. Além disso, verifique a URL do site: muitos golpistas criam domínios semelhantes aos oficiais, como “decolar-ofertas-br.com”, para enganar os usuários.
Para confirmar a legitimidade da agência, consulte o Cadastur, conhecido como o “RG do turismo”, e verifique o status do CNPJ no site do Ministério do Turismo. Uma análise “Whois” também pode revelar a idade do domínio. Se a agência alega ter anos de mercado, mas o site foi criado recentemente, trata-se de uma fraude.
O protocolo HTTPS garante a criptografia da conexão, mas não atesta a idoneidade da empresa. Portanto, não confie apenas nesse detalhe. Faça uma busca independente no Google, evitando links patrocinados, e verifique se as promoções são oficiais.
O que fazer se cair no golpe?
Além da perda financeira, o golpe da falsa agência de viagens pode expor seus dados pessoais, como nome, CPF e endereço, que são vendidos na dark web para abrir contas fraudulentas. Caso seja vítima, tente reaver o valor via Mecanismo Especial de Devolução do banco, mas saiba que a recuperação é difícil, pois os golpistas transferem o dinheiro rapidamente.
O primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência, bloquear os cartões utilizados e alterar as senhas dos sites envolvidos na compra. A prevenção é a melhor defesa: sempre verifique a reputação da empresa e desconfie de ofertas milagrosas. Melhor perder uma promoção do que cair em um golpe e ficar sem viagem e sem dinheiro.
Dicas adicionais para evitar fraudes
- Pesquise avaliações de outros clientes sobre a agência.
- Evite clicar em links suspeitos ou anúncios muito chamativos.
- Utilize ferramentas de OSINT para investigar a empresa.
- Prefira agências com selos de segurança e certificações reconhecidas.
Em conclusão, o golpe da falsa agência de viagens é uma ameaça real, mas com atenção e pesquisa, é possível evitá-lo. Fique atento aos sinais de alerta e proteja suas férias!
