Green Day critica Donald Trump e reafirma poder da música contra o establishment

O Green Day critica duramente Donald Trump e reafirma o papel da música como forma de resistência política e social nos Estados Unidos.

Em uma entrevista à edição argentina da Rolling Stone, o vocalista do Green Day, Billie Joe Armstrong, não poupou críticas ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O artista descreveu o político como “um completo idiota” e afirmou que ele é claramente inadequado para liderar um país.

O posicionamento do Green Day sobre Donald Trump

Billie Joe Armstrong destacou que a música American Idiot, lançada originalmente como crítica à presidência de George W. Bush, ganha nova relevância na era Trump. “Mas acho que tem ainda mais peso com a presidência de Donald Trump”, declarou. Além disso, o vocalista fez uma série de duras críticas ao governo do republicano, acusando-o de ignorar crises reais, como o genocídio em Gaza, enquanto se distrai com temas irrelevantes.



Portanto, a banda reafirma seu papel como voz crítica da realidade política dos EUA. O Green Day sempre usou sua plataforma musical para questionar o establishment e o chamado “sonho americano”, tema central de várias de suas letras e álbuns mais icônicos.

Reflexões sobre o caos do século XXI

Durante a entrevista, Armstrong também refletiu sobre o momento atual do mundo. “O século 21 está tentando se definir, e isso traz consigo o caos”, disse. No entanto, além disso, ele ressaltou o poder transformador da música como forma de pertencimento e resistência. “A música pode te dar um lugar onde as pessoas podem se reunir para encontrar consolo”, afirmou, sugerindo que a arte é uma âncora em tempos de turbulência.

Mais do que crítica: o legado do Green Day

O Green Day não se limita a protestos passageiros. A banda, que completa quase 40 anos de carreira, segue firme em sua missão de celebrar a excentricidade e questionar a realidade. Seu mais recente álbum, Saviors (2024), dialoga com diferentes fases da trajetória do grupo. Faixas como The American Dream Is Killing Me e Coma City herdam o espírito crítico de clássicos como American Idiot.



  • Bobby Sox, que viralizou nas redes sociais como hino bissexual;
  • Coming Clean, um clássico do início da carreira;
  • American Idiot, que se tornou um hino de resistência;
  • The American Dream Is Killing Me, crítica ao modelo social;
  • Saviors, o mais novo capítulo da banda.

A turnê e o impacto duradouro

Atualmente, o Green Day está em turnê celebrando três álbuns fundamentais de sua carreira: Dookie (1994), American Idiot (2004) e Saviors (2024). No Brasil, o show está marcado para o dia 7 de setembro no The Town, em São Paulo. No entanto, o concerto no Rio de Janeiro foi cancelado devido a um conflito de agenda com o Estádio Nilton Santos.

A visão dos outros integrantes

Mike Dirnt, baixista da banda, enfatizou o legado do grupo. “Discos são para sempre. Acho que somos apenas um piscar de olhos. Mas nossas vidas têm um impacto”, declarou. Além disso, Tré Cool, o baterista, falou sobre a evolução do som do Green Day e como a banda mantém sua identidade ao longo das décadas. “Fazemos isso juntos há tanto tempo que conseguimos navegar facilmente pela resposta emocional enquanto criamos”, afirmou.

Em conclusão, o Green Day continua a usar sua música como forma de crítica social e questionamento político. Seja por meio de letras impactantes ou performances apaixonadas, a banda reafirma seu compromisso com a verdade e a autenticidade.