IA proprietária do iFood impulsiona recorde de pedidos e transforma operação

Descubra como a IA proprietária do iFood impulsionou recorde de pedidos e transformou a operação da empresa, gerando valor real para o negócio.

O iFood alcançou um marco histórico em 7 de março, processando mais de 7,7 milhões de pedidos em um único dia. Esse feito expressivo está diretamente ligado à adoção de uma IA proprietária desenvolvida pela própria companhia, o Large Commerce Model (LCM), que vem revolucionando a forma como a plataforma opera e se relaciona com usuários, restaurantes e entregadores.

Como a IA proprietária do iFood funciona?

O LCM foi lançado no final de 2023 com foco em atender demandas específicas do mercado de entregas. A tecnologia é treinada a partir de um conjunto massivo de interações reais entre usuários, incluindo cliques, buscas e cancelamentos, processadas de forma anônima para garantir a privacidade. Essa base de conhecimento permite criar experiências altamente personalizadas, como ajustes dinâmicos na tela inicial de cada perfil e notificações contextualizadas.



Além disso, o LCM alimenta o agente de IA Ailo, que auxilia consumidores por meio do WhatsApp, facilitando pedidos e tirando dúvidas. Segundo a empresa, mais de 200 serviços já utilizam IA generativa, desde experiências internas até suporte a restaurantes e clientes.

Resultados expressivos com a IA proprietária

Os primeiros meses de uso já mostram impacto significativo. Além do recorde diário de pedidos, o iFood reportou que mais de 12 milhões de transações em fevereiro foram influenciadas pelo LCM, a maior marca desde sua implementação. Esses números evidenciam como a IA proprietária está acelerando o crescimento da plataforma.

Por que investir em uma IA proprietária?

O mercado debate entre usar tecnologias “prontas” das Big Techs ou desenvolver soluções internas. O iFood optou pela segunda via, revelando que o LCM apresenta custos reduzidos em relação a alternativas internacionais, especialmente em tarefas de personalização.



Paul van der Boor, vice-presidente de Inteligência Artificial do iFood, destaca três fatores principais que pesaram na decisão: escala e velocidade de operação, foco em gerar valor real ao negócio e papel central dos dados. “O ritmo de evolução da tecnologia está acelerando e precisávamos de uma base capaz de acompanhar esse movimento”, afirma.

IA proprietária como estratégia de negócio

A empresa não buscou inovação por inovação, mas sim ferramentas que ampliem a capacidade das equipes, acelerem decisões e aumentem o impacto do trabalho de cada time. Os dados funcionam como combustível essencial para essa inteligência, permitindo que os sistemas aprendam continuamente por meio de integração profunda com as operações.

Próximos passos e visão de futuro

O objetivo do iFood é manter dados e IA como bases de toda a estrutura da empresa. As inovações serão aplicadas em todo o ecossistema, beneficiando restaurantes, entregadores e serviços internos. “A IA deixa de ser apenas um suporte tecnológico e passa a ocupar um papel central na empresa”, ressalta van der Boor.

A companhia planeja tornar o dia a dia dos parceiros cada vez mais simples, gerando informações valiosas que ajudem os restaurantes a venderem mais e a gerirem melhor seus negócios. Com a IA proprietária consolidada, o iFood se posiciona como um exemplo de como investir em tecnologia própria pode transformar operações e impulsionar resultados expressivos no mercado de entregas.