Inadimplência atinge maior nível desde 2017, aponta Banco Central

Inadimplência atinge maior nível desde 2017, segundo dados do Banco Central. Taxa entre pessoas físicas chega a 6,9% em janeiro.

O Banco Central divulgou dados alarmantes sobre o cenário de inadimplência no país, revelando que o índice total atingiu 5,5% em janeiro deste ano. Esse é o maior patamar registrado desde 2017, refletindo um aumento significativo no número de consumidores e empresas com contas em atraso.

Apesar do índice geral já ser preocupante, a situação é ainda mais crítica quando se analisa o perfil das pessoas físicas. Entre os consumidores, a taxa de inadimplência chegou a 6,9%, superando a média geral e evidenciando as dificuldades enfrentadas pelas famílias brasileiras para honrar seus compromissos financeiros.



Especialistas apontam que fatores como a inflação elevada, o aumento dos juros e a redução da renda disponível têm contribuído para esse cenário. Além disso, a retomada gradual das atividades presenciais, após o período mais intenso da pandemia, não foi suficiente para reverter a tendência de endividamento.

Para o Banco Central, o crescimento da inadimplência é um sinal de alerta para o sistema financeiro e para a economia como um todo. Instituições financeiras podem se tornar mais seletivas na concessão de crédito, o que pode impactar o consumo e o investimento. Por outro lado, consumidores devem redobrar os cuidados com o orçamento e buscar alternativas para regularizar suas dívidas.

Entre as recomendações para evitar o agravamento da situação, estão: renegociar dívidas com descontos, priorizar o pagamento de contas com juros mais altos e evitar novas contratações de crédito sem planejamento. O uso consciente do crédito e a educação financeira são fundamentais para reverter esse quadro.



Em conclusão, a inadimplência atingir o maior nível desde 2017 reforça a necessidade de ações imediatas por parte de consumidores, empresas e autoridades. Acompanhar de perto a evolução deste indicador será essencial para entender o impacto na economia e adotar medidas preventivas.