Infração grave: novo projeto de lei pune motoristas que reduzem velocidade em acidentes

Novo projeto de lei prevê infração grave para motoristas que reduzem velocidade em acidentes. Saiba mais sobre as mudanças no CTB.

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou recentemente um projeto de lei que visa aumentar a segurança nas rodovias brasileiras. A proposta estabelece punições rigorosas para motoristas que não seguirem os procedimentos de segurança ao passarem por obras ou acidentes. Além disso, o texto aborda um comportamento comum, porém perigoso: a redução drástica da velocidade para observar ocorrências na pista.

O que muda com a nova lei?

A principal alteração no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que a velocidade máxima em situações de emergência seja de 60 km/h ou o limite máximo da via. Portanto, os condutores devem reduzir a velocidade assim que avistarem ambulâncias, viaturas policiais ou equipes de manutenção na pista. Essa medida busca evitar congestionamentos desnecessários e garantir a segurança de todos os envolvidos.



Além da redução de velocidade, a proposta também exige que os motoristas mudem para a faixa ao lado, sempre que possível, para se afastar do acostamento ou do local da ocorrência. No entanto, essa manobra só deve ser realizada se a segurança e o fluxo de tráfego permitirem. O objetivo é criar um cordão de isolamento que proteja os profissionais que atuam nas vias.

Quais são as punições previstas?

Inspirada na legislação internacional “Move Over Law”, a proposta estabelece penalidades claras para quem não cumprir as novas regras. Por exemplo, não reduzir a velocidade para o patamar estabelecido será considerado uma infração grave, resultando em cinco pontos na CNH e uma multa de R$ 195,23. Por outro lado, aqueles que não mudarem de faixa ou não mantiverem a distância lateral mínima estarão sujeitos a uma infração de gravidade média, com quatro pontos na CNH e multa de R$ 130,16.

Próximos passos do projeto de lei

Agora, o texto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Após passar pela CCJ, o projeto ainda precisará ser votado no Senado antes de ser encaminhado para sanção presidencial. Somente após essa etapa, a nova lei entrará em vigor em todo o território nacional.



Em conclusão, a proposta representa um avanço significativo na segurança viária, pois busca coibir comportamentos que colocam em risco a vida de motoristas, passageiros e profissionais que atuam nas rodovias. Portanto, é fundamental que os condutores estejam atentos às mudanças e adotem práticas mais seguras ao dirigir.