A Sky Brasil e a DirecTV Latin America, sob o controle da holding Waiken, anunciaram a ampliação de seu acordo com a Amazon para o segmento B2B (Business-to-Business). O objetivo é fornecer serviço de banda larga via satélites de baixa órbita da rede Leo, rival da Starlink, para pequenas, médias e grandes empresas.
Expansão da Amazon Leo para empresas na América do Sul
A parceria anunciada abrange nove países da América do Sul: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. Estima-se que a iniciativa possua um potencial de mercado para atender até 15 milhões de empresas na região.
As companhias já mantêm um acordo desde junho de 2024, até então focado no mercado residencial. No entanto, a comercialização dos serviços para este setor ainda não foi iniciada. A expansão busca atender organizações que operam em áreas remotas, onde a infraestrutura de conexão terrestre é limitada.
Velocidades e tecnologia da Amazon Leo
O serviço utiliza uma constelação de satélites de órbita terrestre baixa (LEO), tecnologia que oferece menor latência e maior largura de banda em comparação às soluções geoestacionárias tradicionais que ficam mais distantes. Por isso, nos planos mais avançados, as velocidades podem alcançar até 1 Gbps de download e 400 Mbps de upload.
A conexão será viabilizada por meio de três modelos de antenas: Leo Nano (compacta), Leo Pro e Leo Ultra (capacidade máxima). Atualmente, a Amazon possui mais de 200 satélites em órbita, um número considerado baixo. No entanto, a empresa planeja realizar mais de 20 lançamentos adicionais durante o ano de 2026.
Guillermo Vázquez, representante da Waiken, ressaltou que o serviço “abrirá novas oportunidades para empresas dos setores de energia, agricultura, logística e outras indústrias que dependem de conectividade em locais desafiadores”.
Setores beneficiados pela internet via satélite
O serviço também é direcionado para operações remotas, workloads intensivos de vídeo e sistemas críticos. Os setores-chave identificados são energia, agricultura, logística e indústrias instaladas em locais desafiadores. Um programa de testes com clientes corporativos selecionados teve início no final de 2025, e a oferta definitiva para o público empresarial dependerá da disponibilidade e da capacidade da rede Amazon Leo.
A tecnologia pode ser útil para processamento de dados em tempo real, telemetria e automação industrial complexa. A expansão busca atender organizações que operam em áreas remotas, onde a infraestrutura de conexão terrestre é limitada.
Como funciona a internet via satélite
Com adoção em tendência de alta, a internet via satélite utiliza pratos de comunicação para conectar dispositivos a equipamentos na órbita terrestre. Na prática, o sistema elimina a necessidade de instalação de cabos terrestres.
Por isso, a tecnologia permite o acesso universal em locais com visão clara do céu, independentemente de linhas telefônicas ou fibras ópticas. O sistema é indicado para locais temporários, áreas rurais, acampamentos e nômades digitais, entre outros usos.
Por outro lado, a latência de conexão via satélite ainda tende a ser superior à da fibra óptica. Além disso, o sinal também pode sofrer interferências de condições climáticas severas, como chuva forte ou neve.
Também é identificada uma barreira de entrada mais alta, já que os custos geralmente incluem o investimento inicial em equipamentos, como antena e modem. O serviço ainda pode apresentar limites mais rígidos de franquia de dados.
Vantagens e desafios da conexão via satélite
A internet via satélite representa uma solução promissora para empresas que necessitam de conectividade em locais onde a infraestrutura terrestre é limitada ou inexistente. A tecnologia LEO, utilizada pela Amazon Leo, oferece vantagens significativas em termos de velocidade e latência em comparação com sistemas geoestacionários tradicionais.
Para empresas dos setores de energia, agricultura, logística e indústrias instaladas em locais desafiadores, essa tecnologia pode representar um diferencial competitivo, permitindo operações mais eficientes e conectadas mesmo em regiões remotas.
No entanto, é importante considerar que, apesar dos avanços, a internet via satélite ainda enfrenta desafios como custos iniciais mais elevados, possíveis interferências climáticas e limites de dados que podem ser mais restritivos que outras tecnologias.
