A Receita Federal deu um novo passo no processo que envolve um conjunto de joias recebidas como presente da Arábia Saudita durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido de custódia desses itens foi formalmente encaminhado pela Polícia Federal ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o objetivo de transferir as joias que atualmente estão guardadas em uma agência da Caixa Econômica Federal em Brasília.
Essa medida reforça a atuação das autoridades no acompanhamento do caso, que ganhou destaque na mídia nacional devido à origem e ao valor dos objetos. As joias sauditas, avaliadas em milhões de reais, foram apreendidas pela alfândega em 2019, quando tentavam ingressar no país sem o devido registro e autorização.
Entenda o contexto das joias sauditas
O episódio remonta a uma visita oficial à Arábia Saudita, quando o então presidente Bolsonaro recebeu os itens como cortesia diplomática. No entanto, a tentativa de trazer as joias ao Brasil sem declará-las às autoridades aduaneiras gerou suspeitas e abriu investigações sobre possível favorecimento e uso indevido de presentes oficiais.
Agora, com o pedido da Receita Federal, o foco se volta para a segurança e a guarda adequada desses bens, evitando qualquer risco de perda, dano ou desvio. A transferência para uma custódia oficial sob supervisão judicial busca garantir transparência e preservação do material até que o caso seja totalmente esclarecido.
Qual o próximo passo do processo?
A decisão sobre o pedido de custódia cabe ao ministro Alexandre de Moraes, que deve analisar os argumentos apresentados pela Receita Federal e pela Polícia Federal. Caso aprovado, as joias sauditas deixarão a agência da Caixa e serão transferidas para um local de guarda determinado pela Justiça.
Esse desdobramento reforça o compromisso das instituições em conduzir uma investigação rigorosa e imparcial, assegurando que todos os procedimentos sejam seguidos de acordo com a legislação vigente. O caso continua sob acompanhamento da imprensa e da sociedade, que aguardam novos desdobramentos.
