O julgamento do assassinato de Marielle Franco expôs a realidade de um Rio de Janeiro profundamente marcado pelo domínio do crime organizado. Segundo o deputado estadual Marcelo Freixo, a vereadora assassinada não era apenas uma colega de trabalho, mas também uma amiga pessoal. Ela foi sua assessora durante as investigações da CPI das Milícias, onde ambos enfrentaram ameaças e resistência de grupos criminosos infiltrados em diversas esferas de poder.
Freixo destaca que o crime organizado no Rio de Janeiro não se limita às favelas ou às periferias. O crime comanda boa parte da política, da segurança e até da economia local. O assassinato de Marielle, segundo ele, foi uma tentativa clara de silenciar quem denunciava essas conexões perigosas. O julgamento atual, portanto, não é apenas sobre quem puxou o gatilho, mas sobre quem ordenou e por quê.
Um RJ dominado pelo crime organizado
O Rio de Janeiro vive um cenário onde milícias e facções criminosas disputam territórios e influenciam decisões políticas. Freixo afirma que o crime organizado no estado atua como um verdadeiro poder paralelo, capaz de interferir em eleições, controlar rotas de transporte e até determinar quem vive ou morre em determinadas regiões.
Marielle: voz contra a violência institucionalizada
Marielle Franco dedicou sua vida a denunciar violações de direitos humanos, especialmente nas comunidades mais vulneráveis. Seu trabalho na CPI das Milícias foi fundamental para revelar a atuação de grupos paramilitares que atuam em parceria com agentes públicos. Seu assassinato, portanto, não foi um ato isolado, mas um recado a todos que ousam desafiar esse sistema.
Para Freixo, o julgamento deve ir além dos executores do crime. É fundamental investigar e punir quem mandou matar Marielle, pois só assim será possível romper o ciclo de impunidade que alimenta a violência no estado. A verdade sobre o assassinato de Marielle é a chave para entender e combater o crime organizado no Rio de Janeiro.
Enquanto a justiça não avança com firmeza, o Rio de Janeiro segue refém de um sistema onde o crime manda e a democracia é constantemente ameaçada. O legado de Marielle, no entanto, permanece vivo e inspira a luta por justiça e transparência.
