A Meta anunciou nesta quinta-feira (23) uma terceira onda de demissões que afetará aproximadamente 8 mil funcionários em 2026. A empresa communicationou que os cortes representarão 10% da força de trabalho total. Os colaboradores afetados receberão um e-mail oficial no dia 20 de maio com os detalhes dos desligamentos.
Detalhes dos anúnciados cortes
Segundo informações da Bloomberg, a Meta iniciou o ano com cerca de 79 mil colaboradores. Além disso, a empresa decidiu não preencher aproximadamente 6 mil vagas abertas. A diretora de recursos humanos, Janelle Gale, explicou que o vazamento antecipado das informações forçou a comunicação antecipada. “Normalmente gostaríamos de definir mais detalhes antes de comunicar isso de forma ampla, mas como a informação vazou, quero compartilhar o que posso neste momento”, afirmou Gale.
Investimentos bilionários em IA pressionam custos
O texto oficial indica que o aumento dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial representa um dos principais motivos por trás da nova rodada de demissões. A medida faz parte de um esforço para compensar outros investimentos realizados pela empresa. A corporação liderada por Mark Zuckerberg pretende destinar até US$ 135 bilhões ao setor de IA em 2026, com foco no desenvolvimento de produtos e serviços baseados em inteligência artificial.
Esse montante também será usado para contratar profissionais com vasta experiência na área. Entre as prioridades estão grandes modelos de linguagem e chatbots avançados. Por outro lado, a empresa necesita reduzir custos operacionais para equilibrar o caixa.
Projetos de infraestrutura de IA
Entre os exemplos concretos desses investimentos está a construção do Prometheus, um supercluster de IA de um gigawatt em Ohio, nos Estados Unidos. A empresa também desenvolve o Hyperion, uma instalação na Louisiana com capacidade de até cinco gigawatts. Esses projetos demonstram o compromisso da Meta com a expansão de sua capacidade computacional.
Contexto histórico dos cortes
Com essa reestruturação, a Meta chega à terceira onda de demissões apenas em 2026. Em janeiro, mais de mil postos no Reality Labs, divisão focada em realidade virtual e aumentada, foram eliminados. Já em março, cerca de 700 funcionários foram desligados. O movimento faz parte do plano da empresa de reduzir em até 20% o quadro total de funcionários até o fim do ano.
Portanto, a Meta demite funcionários como parte de uma estratégia de reestruturação profunda. A empresa também estaria desenvolvendo um software capaz de monitorar a atividade de mouses e teclados de funcionários, com o objetivo de gerar dados para o treinamento de modelos de IA. Em conclusão, esses cortes refletem a prioridade da empresa em investir pesadamente em inteligência artificial, mesmo que isso signifique uma redução significativa no quadro de colaboradores.
