Meta Processa Golpistas: Empresa Toma Medidas Legais Contra Anúncios Falsos

Meta processa golpistas no Brasil, China e Vietnã, suspendendo pagamentos e bloqueando contas usadas em anúncios falsos. Saiba mais sobre esta ação legal.

A Meta, empresa responsável pelo Facebook, anunciou na última sexta-feira (27) uma ofensiva legal contra usuários que realizam publicidade falsa no Brasil, China e Vietnã. A companhia suspendeu os métodos de pagamento desses golpistas, desabilitou suas contas e bloqueou os domínios utilizados nos golpes.

Além disso, a empresa enviou cartas de ordem de encerramento de atividades a oito consultores de marketing que anunciam serviços de “contorno de política de anúncios”. Esses consultores afirmam conseguir reverter banimentos, restaurar contas e alugar contas confiáveis para permitir que golpistas continuem veiculando publicidade fraudulenta.



Quem foi processado no Brasil?

Ao menos três anunciantes, dois do Brasil e um da China, usaram a imagem de celebridades sem autorização para enganar usuários e fazê-los clicar em seus anúncios, roubando dados sensíveis ou levando a transferências bancárias e investimentos em plataformas falsas.

Vitor Lourenço de Souza e Milena Luciani Sanchez estão entre os processados por alterar imagem e voz de celebridades para promover produtos de saúde falsos.

Também no Brasil, a B&B Suplementos e Cosméticos Ltda., Brites Academia de Treinamento Ltda., Daniel de Brites Macieira Cordeiro e José Victor de Brites Chaves de Araújo foram alvo de processos da Meta por usar a imagem de um médico conhecido para anunciar produtos de saúde sem aprovação de órgãos reguladores e venda de cursos fraudulentos.



Medidas da Meta no exterior

Já na China, a empresa Shenzhen Yunzheng Technology Co. também usou celebridades para atingir pessoas de diversos países diferentes, como Estados Unidos e Japão. A Meta afirmou ter desenvolvido um programa de proteção a celebridades que protege, atualmente, a imagem de mais de 500.000 figuras públicas mundialmente.

No Vietnã, o anunciante Lý Văn Lâm foi processado por usar técnicas de cloaking (mascaramento, em tradução livre) para contornar o processo de revisão de anúncios. Ele oferecia descontos em produtos em troca de completar pesquisas, mas roubava dados do cartão de crédito dos clientes da suposta loja e não entregava os produtos vendidos.

Mudança de postura da Meta

As medidas da Meta vieram alguns meses após uma investigação da Reuters apontar que parte do faturamento da companhia (19%) teria vindo de anúncios ilegais e jogos de azar, bem como outros conteúdos supostamente banidos. Isso pode ser o início de uma cruzada da empresa contra atividade fraudulenta, indicando uma mudança de postura e menor leniência para com golpistas.

Esta ação da Meta demonstra um compromisso renovado com a segurança dos usuários e a integridade da plataforma, mostrando que a empresa está disposta a enfrentar os desafios da publicidade fraudulenta de frente.