A morte de El Mencho, um dos líderes mais procurados do narcotráfico mexicano, desencadeou uma onda de violência que deixou ao menos 62 mortos no país. Entre as vítimas, estão 25 membros da Guarda Nacional, segundo o ministro de Segurança do México. O conflito evidenciou a fragilidade do controle territorial e a força das facções criminosas na região.
Os confrontos ocorreram principalmente no estado de Jalisco, reduto do cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG), liderado por El Mencho. As autoridades mexicanas confirmaram que a operação para capturar ou eliminar o traficante resultou em resistência armada intensa, com uso de armamento pesado e táticas de guerrilha por parte dos criminosos.
Impacto na segurança nacional
A morte de El Mencho representa um golpe significativo para o CJNG, mas também expôs as vulnerabilidades das forças de segurança mexicanas. Além dos 25 guardas nacionais mortos, dezenas de civis foram afetados pelos tiroteios e ataques em áreas urbanas e rurais. O governo federal reforçou o policiamento em regiões estratégicas para evitar novos episódios de violência.
Reações internacionais
Observadores internacionais alertam que a morte de El Mencho pode desencadear uma disputa interna pelo poder dentro do cartel, aumentando a instabilidade na região. Os Estados Unidos, que ofereciam recompensa de milhões de dólares por informações sobre o paradeiro do traficante, classificaram a operação como um avanço importante na luta contra o narcotráfico.
Especialistas em segurança pública ressaltam que, apesar da morte de El Mencho, o tráfico de drogas continuará operando com outras lideranças. O desafio agora é evitar que a vacância de poder resulte em mais conflitos entre facções rivais.
Contexto do narcotráfico no México
O México enfrenta há décadas a violência associada ao narcotráfico, com cartéis disputando rotas de distribuição e áreas de cultivo. A morte de El Mencho é um dos eventos mais significativos dos últimos anos, mas não resolve o problema estrutural da criminalidade organizada no país.
As autoridades mexicanas prometeram intensificar as operações contra outros líderes de facções e fortalecer a cooperação internacional para desarticular redes de tráfico. No entanto, a população civil segue preocupada com a possibilidade de retaliações e novos episódios de violência.
