Os navios de guerra dos EUA estão novamente no centro das atenções internacionais. Desta vez, oito embarcações, incluindo um submarino nuclear, posicionaram-se no sul do Caribe, próximo à costa da Venezuela, em uma operação que promove intensa movimentação geopolítica na região.
Operação militar em águas internacionais
Segundo autoridades norte-americanas, os navios de guerra dos EUA seguem para a região ou já se encontram no local. Entre as embarcações estão o USS San Antonio, o USS Iwo Jima e o USS Fort Lauderdale. A frota transporta aproximadamente 4.500 militares, sendo 2.200 fuzileiros navais, segundo informações da Reuters.
Além disso, os Estados Unidos realizam voos de reconhecimento com aviões espiões P-8 na área. Embora o governo norte-americano afirme que a operação ocorre exclusivamente em águas internacionais, a Venezuela reage com força.
Reação venezuelana
O embaixador da Venezuela nas Nações Unidas, Samuel Moncada, classificou a ação como uma “campanha terrorista”. Em reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres, Moncada denunciou que a operação é uma “ação cinética” disfarçada de combate ao tráfico de drogas.
Portanto, o governo venezuelano não vê a movimentação como uma simples estratégia antidrogas, mas como uma ameaça à sua soberania. Maduro convocou 4,5 milhões de milicianos para proteger o território nacional.
Justificativa dos Estados Unidos
A Casa Branca, por sua vez, reafirma que a operação tem como objetivo principal coibir o tráfico internacional de drogas. A porta-voz Karoline Leavitt destacou que o presidente Donald Trump está disposto a usar “todos os elementos da força” para proteger o país.
No entanto, ainda que os EUA justifiquem a presença militar como uma resposta ao narcotráfico, especialistas questionam a real motivação. Isso porque o Relatório Mundial sobre Drogas de 2025 da ONU revela que a maioria das substâncias consumidas pelos americanos não tem origem na Venezuela.
Acusações e tensões regionais
O governo dos EUA acusa o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de liderar o Cartel de los Soles, recentemente classificado como organização terrorista internacional. Além disso, os norte-americanos dobraram a recompensa pela captura de Maduro, oferecendo agora 50 milhões de dólares por informações que levem à sua prisão.
Portanto, a situação não se limita a uma simples operação militar. Trata-se de um embate entre dois governos com visões opostas sobre legitimidade e soberania. Enquanto alguns países da região, como Argentina e Paraguai, apoiam a classificação do cartel como terrorista, outros, como a Colômbia, rejeitam qualquer colaboração com Maduro.
Perspectivas e impactos regionais
A Venezuela, por sua vez, apresentou um documento oficial à ONU, solicitando que o organismo monitore a “escalada de ações hostis” dos EUA. O país vizinho, Trinidad e Tobago, declarou apoio à operação norte-americana, reforçando a polarização na região.
Em conclusão, a presença dos navios de guerra dos EUA no Caribe configura um momento crítico para as relações internacionais. A operação pode ter implicações duradouras para a segurança regional e a estabilidade política da Venezuela.
- Navios envolvidos: USS San Antonio, USS Iwo Jima, USS Fort Lauderdale
- Total de militares: 4.500, incluindo 2.200 fuzileiros navais
- Recompensa por Maduro: US$ 50 milhões
- Países que apoiam a ação dos EUA: Argentina, Equador, Paraguai, Guiana e Trinidad e Tobago