A Polícia Civil de Goiás prendeu um homem acusado de sequestrar o próprio filho e mantê-lo escondido por dois anos. Segundo as autoridades, durante esse período, a criança foi privada do convívio familiar e não frequentou a escola, o que gerou preocupação das instituições de proteção à infância.
Como o caso foi descoberto
O desaparecimento da criança foi denunciado pela mãe, que não tinha informações sobre o paradeiro do filho desde o momento da fuga. Investigações da Polícia Civil revelaram que o pai teria planejado o sequestro, alterando a rotina da criança e impedindo qualquer contato com familiares ou amigos.
Impactos na vida da criança
Especialistas alertam que períodos prolongados sem convívio familiar e sem acesso à educação podem causar danos emocionais e cognitivos irreversíveis. No caso em questão, a criança não teve a oportunidade de desenvolver habilidades sociais básicas e sofreu com a ausência de um ambiente escolar estruturado.
Medidas legais e proteção à vítima
O pai foi detido e responderá por sequestro e privação de liberdade. A criança foi encaminhada a abrigos temporários e receberá acompanhamento psicológico. O caso reforça a importância de mecanismos de prevenção e de denúncia rápida em situações de risco envolvendo menores de idade.
O que diz a lei
No Brasil, o sequestro de menor por genitor é considerado crime grave, com pena prevista de reclusão. Além disso, a legislação prevê medidas protetivas para garantir o direito da criança à convivência familiar e ao acesso à educação, conforme estabelecido no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Este caso serve como alerta para a sociedade sobre a necessidade de vigilância e denúncia imediata em situações suspeitas, a fim de proteger os direitos das crianças e adolescentes.
