A PEC do 6×1, que propõe a alteração da jornada de trabalho no Brasil, avança no calendário legislativo. Segundo Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, a proposta deverá ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ainda em março. Caso aprovado nessa etapa, o texto seguirá para votação em plenário ainda neste semestre.
A expectativa é de que o debate se intensifique nos próximos dias, uma vez que a proposta divide opiniões entre trabalhadores, empresários e parlamentares. Lira defende que a PEC seja aprovada em uma versão que seja viável tanto para o setor produtivo quanto para os direitos dos trabalhadores. O equilíbrio entre esses dois interesses é considerado essencial para o sucesso da medida.
Entre os pontos mais discutidos está a flexibilização da jornada, que permitiria escalas como 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso, ampliando as possibilidades além do modelo atual. Enquanto alguns setores veem a mudança como uma oportunidade de modernizar as relações de trabalho, outros temem impactos negativos na saúde e na qualidade de vida dos empregados.
Para que a PEC do 6×1 seja aprovada, é necessário obter maioria simples na CCJ e, posteriormente, pelo menos 308 votos favoráveis em dois turnos no plenário da Câmara. O governo e líderes partidários já iniciam articulações para construir consenso em torno de um texto que possa atender às demandas de todos os envolvidos.
Com o debate aquecido e o calendário apertado, o tema promete ser um dos mais relevantes do primeiro semestre no Congresso Nacional. Acompanhar o desenrolar dessa proposta é fundamental para entender as mudanças que podem impactar o mundo do trabalho no país.
