Plataforma pornô ilegal Itália é fechada após expor fotos de figuras públicas sem consentimento

Plataforma pornô ilegal na Itália é fechada após expor fotos de figuras públicas como Giorgia Meloni, Alessandra Moretti e outras mulheres sem consentimento.

Uma plataforma pornô ilegal na Itália foi retirada do ar nesta quinta-feira (28) após a revelação de que continha fotos de mulheres públicas, como a primeira-ministra Giorgia Meloni, sem autorização. O fechamento ocorreu diante da pressão crescente de autoridades e da sociedade civil, que condenaram a exposição indevida e a violência simbólica contra as mulheres.

O que era a plataforma pornô ilegal Itália?

A plataforma em questão, chamada Phica, existia há pelo menos duas décadas. Seu nome faz referência a uma gíria vulgar em italiano relacionada ao corpo feminino. Além disso, o site reunia cerca de 200.000 usuários ativos que compartilhavam imagens de celebridades e figuras políticas, como Alessandra Moretti, Elly Schlein e a influenciadora Chiara Ferragni.



As fotos utilizadas no site pareciam ter sido retiradas de programas de televisão e redes sociais. Em muitos casos, as imagens eram manipuladas e usadas de forma sexualizada, com conteúdo explícito e até idealizações de violência contra as mulheres.

Reação das vítimas e autoridades

O caso ganhou repercussão nacional após a deputada Alessandra Moretti registrar queixa formal à polícia. Ela descobriu que sua imagem estava sendo compartilhada sem autorização e denunciou: “Eles roubam fotos e clipes de programas de TV em que apareço há anos, depois os alteram e os fornecem a milhares de usuários”.

Moretti destacou ainda que o portal Phica era apenas um entre inúmeros que operam com impunidade na Itália. Portanto, é essencial que medidas mais rigorosas sejam tomadas para combater a disseminação de conteúdo ilegal e misógino na internet.



Declaração dos administradores

Os responsáveis pela plataforma publicaram um comunicado oficial anunciando o fechamento do site. Eles alegaram que o encerramento ocorria “com grande pesar”, em razão de “comportamentos tóxicos” e do uso indevido da plataforma, que teria se desviado de sua proposta original.

Um reflexo da luta contra a misoginia digital

Além disso, este caso faz parte de uma série de episódios que revelam a persistência de práticas sexistas e violentas na esfera digital italiana. Anteriormente, um grupo no Facebook chamado “Mia Moglie” (Minha esposa) também foi denunciado por divulgar fotos de mulheres sem consentimento, gerando comentários obscenos e degradantes.

Apesar dos avanços legislativos, como a recente proposta de lei que define o feminicídio no código penal italiano, ainda há um longo caminho a ser percorrido. A oposição de centro-esquerda reconhece esses esforços, mas alerta que as raízes culturais, econômicas e educacionais do sexismo precisam ser combatidas de forma mais efetiva.

Conclusão

A retirada da plataforma pornô ilegal Itália foi um passo necessário, mas insuficiente. É fundamental que o país continue a investir em políticas públicas voltadas à educação, à proteção das mulheres e ao combate ao cyberbullying e à pornografia não consensual. Somente assim será possível criar um ambiente digital mais seguro e respeitoso para todos.