Paul W. Anderson, diretor do primeiro filme de Resident Evil (2002), criou uma adaptação que pouco se assemelha aos jogos originais. Vinte e quatro anos depois, ele revela as decisões que o levaram a desenvolver a história de Alice (Milla Jovovich) e a se afastar da fonte gamer.
Paul W. Anderson e sua visão para Resident Evil no cinema
Em entrevista ao podcast Post Games, Anderson explicou que não quis fazer uma adaptação escravizada aos videogames. Segundo ele, no horror, você não pode entregar todos os segredos. Sua intenção era preservar a tensão e o suspense que tornam o gênero tão envolvente.
Ele argumentou que jogadores familiarizados com Resident Evil já saberiam quem é o traidor desde o início, bem como o destino dos personagens secundários. “Imagine assistir a Alien: O Oitavo Passageiro após alguém te dizer que todos morrem, menos a Sigourney Weaver. Isso rouba o filme de sua força”, afirmou.
Recepção e impacto da franquia cinematográfica
Apesar das opiniões divididas entre os fãs da franquia de games, os filmes de Anderson angariaram mais de US$ 1 bilhão mundialmente (cerca de R$ 5,1 bilhões na cotação atual). O reboot de 2021, Bem-vindo a Raccoon City, não teve o mesmo desempenho, arrecadando apenas R$ 215 milhões, mesmo adaptando os dois primeiros jogos.
O futuro de Resident Evil nas telonas
O próximo reboot está nas mãos do diretor Zach Cregger, de Noites Brutais e A Hora do Mal. Cregger recebeu “carta branca” para reimaginar a história como quiser. Segundo ele, nenhum dos personagens principais dos jogos estará na adaptação, que tem estreia programada para 18 de setembro.
Enquanto isso, nos consoles, Resident Evil vive um bom momento. O próximo game da franquia, Resident Evil Requiem, chega às prateleiras na próxima sexta-feira (27), para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Aqui no Canaltech, já testamos o título e contamos tudo em nossa review para você decidir se leva o seu.
