Quando falamos de Resident Evil Requiem, é impossível não destacar a evolução técnica e visual que a Capcom conseguiu implementar. Trata-se do sexto título da franquia desenvolvido com a RE Engine, e o resultado é nítido: estamos diante de um dos jogos mais bonitos do mercado, especialmente quando o path tracing está ativado.
Path Tracing: Beleza e Desempenho
Para testar Resident Evil Requiem, utilizei uma GeForce RTX 5070, capaz de rodar o game em 1440p com preset gráfico alto e path tracing ligado. Nessa configuração, o DLSS 4.5 e o frame gen foram essenciais para manter um desempenho estável acima de 60 FPS, chegando perto de 100 FPS em muitos trechos.
O path tracing em Resident Evil Requiem trabalha os efeitos de luz, sombra, transparência e reflexo, proporcionando uma imersão impressionante. Os reflexos são, sem dúvida, o destaque, mas sombras e iluminação também ganham um salto qualitativo. No entanto, mesmo com essa beleza, o recurso ainda precisa de otimizações, pois enfrentei travamentos brutais que derrubavam o desempenho para menos de 10 FPS em alguns momentos.
Ray Tracing: Dois Presets, Um Problema
O ray tracing oferece dois presets: médio e alto. No preset alto, há um problema significativo de qualidade visual, com cintilação excessiva e ruído em objetos metálicos. Por isso, não recomendo o uso do preset alto; o médio já entrega um resultado satisfatório sem tantos artefatos.
Rasterização: Uma Experiência Sólida
É importante ressaltar que a Capcom fez um excelente trabalho na rasterização. A maioria dos jogadores não terá acesso a placas capazes de lidar com path tracing, mas ainda assim terá uma experiência visual de alta qualidade. A rasterização padrão entrega um resultado muito bom, garantindo que Resident Evil Requiem seja acessível e impressionante para todos.
Problemas Persistentes da RE Engine
Apesar da evolução, alguns problemas crônicos da RE Engine persistem. Texturas em baixa resolução em locais bem visíveis ainda aparecem, algo que deveria ter sido corrigido há tempos. Esse problema é especialmente perceptível na perspectiva em primeira pessoa e em detalhes como cartazes e portas.
Outro ponto que incomoda é o anti-aliasing pobre em momentos de destaque de itens, que parece um recorte mal-feito. No entanto, onde a Capcom quis mostrar qualidade, ela realmente entregou: cutscenes com closes nos rostos dos personagens revelam um nível de detalhe impressionante, com rugas, pele podre e inimigos extremamente realistas.
Gameplay e História: A Essência de Resident Evil
Resident Evil Requiem é, sem dúvida, o Resident Evil mais fiel à essência clássica desde antes do RE4. O gameplay é satisfatório e envolvente, com Grace e Leon entregando estilos diferentes que equilibram terror e ação. A história foi ampliada e detalhada, agradando tanto novos jogadores quanto fãs de longa data.
Raccoon City é, sem dúvida, o ponto alto do jogo, trazendo nostalgia e surpresas do passado. Se você é fã da franquia ou busca um jogo de terror de alta qualidade, Resident Evil Requiem vale muito a pena.
Conclusão
Resident Evil Requiem estreia em 27 de fevereiro para PlayStation 5, Xbox Series, Nintendo Switch 2 e PC. Com path tracing brilhando em PCs de alto desempenho, mas cobrando seu preço em otimização, o jogo é uma experiência visual e de gameplay que todo fã de Resident Evil deve experimentar.
