As redes sociais se tornaram uma parte indispensável da vida moderna, mas o hábito de rolagem sem fim pode trazer consequências graves para a saúde mental. Segundo o relatório “Digital 2024: Global Overview Report”, publicado pela Kepios, os brasileiros passam, em média, 3 horas e 37 minutos por dia navegando em aplicativos como Instagram, TikTok e Facebook. Além disso, o Brasil ocupa a terceira posição no ranking global de uso de redes sociais, ficando atrás apenas do Quênia e da África do Sul.
O impacto da rolagem sem fim na saúde mental
A rolagem sem fim não é apenas um hábito, mas um problema que afeta a concentração e o bem-estar. O termo “brain rot”, eleito palavra do ano de 2024 pelo dicionário de Oxford, descreve a deterioração mental causada pelo consumo excessivo de conteúdos rápidos e superficiais. Larissa Fonseca, psicóloga e doutoranda pela Unifesp, explica que:
“Esse consumo excessivo dos vídeos curtos faz com que nosso sistema de recompensa fique sobrecarregado. E isso reduz nossa capacidade de concentração e aumenta nossa impulsividade.”
Portanto, a rolagem sem fim não apenas consome tempo, mas também prejudica a capacidade cognitiva. Além disso, a desinformação e a falta de privacidade agravam ainda mais os efeitos negativos desse hábito.
Como reduzir o tempo nas redes sociais
Embora as redes sociais sejam fontes de informação para 52,7% dos brasileiros, é possível encontrar um equilíbrio. Confira algumas dicas para evitar a rolagem sem fim:
- Defina limites de tempo: Use recursos do celular para restringir o uso de aplicativos.
- Desative notificações: Reduza as distrações desnecessárias.
- Estabeleça horários: Reserve momentos específicos para checar as redes.
- Priorize atividades offline: Invista em hobbies e interações presenciais.
Em conclusão, a rolagem sem fim pode ser controlada com disciplina e ferramentas adequadas. Ao adotar essas práticas, você protege sua saúde mental e melhora sua produtividade.
